Mais de 14.000 commits, 1,2 milhão de linhas de código adicionadas, quase 60.000 arquivos e apenas 63 dias de trabalho. Esses são os principais parâmetros que definem a última versão do kernel Linux, 4.12. O próprio Linus Torvalds confirmou que se trata de um dos maiores lançamentos da história do projeto e, apesar do ritmo relativamente tranquilo, inclui alguns avanços muito importantes, como o suporte inicial para as placas Radeon RX Vega e a série 10 das Nvidia GeForce GTX.
O anúncio do Linux 4.12
Linux 4.12 já está solto. No dia 2 de julho, Linus Torvalds anunciou que “não havia razões” para adiar o lançamento, e que os release candidates o estabilizaram muito bem. No entanto, também deixou claro que 4.12 é “grande”, e aqueles que acompanham de perto as estatísticas do Linux não hesitaram em concordar. Greg Kroah-Hartman, número um na manutenção do kernel na ramificação -stable (entre outras coisas), compartilhou uma pequena planilha que ajuda a comparar facilmente os números do Linux 4.12 com as últimas cinco versões.
Os números do kernel
Somente o Linux 4.9 supera o 4.12 em quantidade de commits, algo não muito surpreendente, já que o 4.9 é um kernel LTS. Visto por outro ângulo, o kernel Linux tem 24.170.860 linhas de código, com mais de 19.000 linhas adicionadas por dia (e 2.600 removidas no mesmo intervalo). Grande parte dessa atividade está ligada ao novo suporte de hardware. Um dos exemplos dados por Torvalds foi a introdução de arquivos de referência para as placas Radeon RX Vega, que, aliás, ainda não estão disponíveis em versões para o consumidor geral. O suporte inicial para a série 10 das GeForce GTX via Nouveau, otimizações em ARM64, novos controladores de áudio, um gerenciador de portas USB tipo C, ajustes no gerenciamento de energia e o Intel Atom habilitado de fábrica fazem parte da lista.
Em resumo, um trabalho impressionante. O que vem a seguir no calendário é o Linux 4.13, mas todos os olhos apontam para o Linux 4.14, que, se não me engano, será o próximo LTS.