A Anthropic afirma que Claude identificou 493 problemas de superfície de ataque em 25 projetos de código aberto. Superfície de ataque é o conjunto de partes de um software que podem ser alcançadas por entradas externas. Reduzir o código acessível sem necessidade pode limitar a exposição antes de uma falha ser explorada.

O que os 493 resultados medem

A contagem reúne problemas de acesso a código e de interação entre configurações. Nos 11 projetos classificados pela Anthropic como Gated, os achados não eram imediatamente exploráveis por si sós, segundo a empresa. Portanto, os 493 são problemas de exposição identificados, não uma contagem de exploits comprovados.

Claude analisou projetos em C, C++, Java, PHP e Python, que somavam mais de 5 milhões de linhas de código. A Anthropic também relata ter inventariado mais de 17 mil opções de configuração, das quais 3.842 envolviam controles ou recursos relevantes para a segurança. Os 25 projetos foram divididos em três grupos: 10 Public, 11 Gated e 4 Private.

Os problemas de configuração e de acesso antes da autenticação

Nos 11 projetos Gated, a Anthropic identificou três categorias distintas: 93 superfícies desnecessárias de pré-autenticação nas configurações padrão; 37 pontos em que código era executado ou estado era registrado antes da autenticação; e 61 combinações de configuração que enfraqueciam um controle de pré-autenticação.

Em um conjunto separado, a Anthropic encontrou 162 combinações sensíveis aceitas sem aviso nem documentação do comportamento esperado. Em 94 casos, elas desativavam silenciosamente um controle de segurança; nos outros 68, causavam inconsistências. Esses números descrevem configurações diferentes, não somas de ataques demonstrados.

Como as correções do OpenSSH chegaram à versão 10.6

No OpenSSH 10.4, a Anthropic rastreou cerca de 4.500 linhas de código experimental para assinaturas ML-DSA-44 que um cliente não autenticado podia alcançar antes da verificação de configuração pertinente. Esse trecho correspondia a aproximadamente 16% do código pré-autenticação do OpenSSH. O algoritmo ML-DSA não vinha ativado por padrão.

A Anthropic relata que o OpenSSH 10.5 introduziu uma verificação antes do processamento do código, mas uma análise posterior encontrou lacunas: a chave codificada podia divergir do algoritmo anunciado, e o caminho de verificação da assinatura da autoridade certificadora de um certificado também precisava de controle. As mudanças finais chegaram ao OpenSSH 10.6. Elas verificam os tipos de chave codificados e os algoritmos de assinatura da autoridade certificadora contra listas permitidas antes de desserializar os dados ou verificar as assinaturas.

A redução de cerca de um quinto se refere ao código que clientes não autenticados podiam alcançar em uma compilação padrão. Já os 16% medem a parcela do código pré-autenticação ocupada pelo trecho ML-DSA-44 analisado.

Como a Anthropic descreve a validação e o OSS-Scanner

A Anthropic diz que a habilidade de análise confirma achados com rastros dinâmicos do programa. Para mudanças que afetam a configuração padrão, compara a compilação modificada com a original usando a suíte de testes do projeto e uma suíte de regressão de caixa-preta. Alterações que afetam configurações não padrão ficam para revisão humana.

A Anthropic também descreveu como trabalho em andamento a integração dessa habilidade reutilizável ao OSS-Scanner, seu serviço opcional de análise de segurança para projetos de código aberto.