O YouTube é, sem dúvida, uma das plataformas mais influentes da internet. Mas essa influência tem um preço: os criadores de conteúdo precisam adaptar-se às suas regras ou correm o risco de não monetizar seus vídeos. Se houvesse uma concorrência forte, a situação seria melhor, e é aí que entra o BitChute, uma alternativa baseada na tecnologia BitTorrent.
O YouTube: um gigante com problemas
Todo mês, o YouTube recebe cerca de um bilhão de visitantes, uma quantidade perturbadora de horas de vídeo e youtubers famosos que movimentam milhões de dólares. Sim, o YouTube é um monstro. Segundo o Alexa, é o segundo site mais acessado do mundo, atrás apenas do buscador do Google. Mas nem tudo são flores. O "Grande Caos YouTuber de 2016" enfureceu muitos criadores que não conseguiam monetizar seus vídeos ou descobriram que seus vídeos antigos não exibiam mais anúncios. A situação foi confusa, mas deixou claro o gigantesco poder do YouTube. Em uma época que enfrenta o politicamente correto, os desejos dos anunciantes e a liberdade de expressão, o YouTube parece não ser a plataforma mais adequada. É quando entra o BitChute.
BitChute: uma alternativa P2P
O objetivo do BitChute é se tornar uma alternativa direta ao YouTube, ou pelo menos é o que indica seu fundador, Ray Vahey. Ele também acrescentou que criar um clone do YouTube não é a resposta, devido às poucas probabilidades de sucesso, e que, se crescesse bem, se tornaria uma organização semelhante ao YouTube, com os mesmos problemas.
Um ponto crítico para qualquer projeto com essas características é a combinação de largura de banda e hospedagem. A solução do BitChute é usar o WebTorrent, ou seja, BitTorrent sobre WebRTC. Os criadores podem compartilhar vídeos diretamente de seus navegadores, sem configurações avançadas, e todos os usuários do BitChute se tornam pequenos hosts.
O BitChute tem um longo caminho pela frente, mas em nossa breve visita funcionou muito bem. Obviamente, toda plataforma é tão boa quanto seu conteúdo; portanto, esperamos que alguns youtubers decidam compartilhar seu conteúdo por essa via, seja como experimento, como método de protesto ou com a intenção de atrair um novo público.