Ontem falamos sobre o BlueBorne um perigoso vetor de ataque que afeta mais de cinco bilhões de dispositivos com conectividade Bluetooth. Os principais fabricantes já estão trabalhando para reduzir seu impacto, mas a verdade é que a grande maioria do hardware não vai receber as atualizações necessárias. Se você tem um smartphone ou tablet Android e quer verificar sua situação em relação ao BlueBorne, a equipe da Armis lançou um pequeno aplicativo chamado BlueBorne Vulnerability Scanner, que também avalia dispositivos próximos.
Ninguém quer ver um dos padrões sem fio mais usados do mundo em jaque, mas isso é exatamente o que o BlueBorne causou. Supõe-se que todos os dispositivos "modernos" vão receber uma atualização destinada a bloquear esse ataque, mas o problema é que esses dispositivos representam uma fração muito pequena do mercado. Se pensarmos em cada tablet genérica, smartphone antigo, estéreo, alto-falante sem fio, televisor e eletrodoméstico em geral, digamos que não é difícil imaginar os mais de cinco bilhões de gadgets que a equipe da Armis considera "em risco".
Como funciona o BlueBorne Vulnerability Scanner?
O primeiro passo é informar o usuário, e é aí que entra o novo aplicativo BlueBorne Vulnerability Scanner para Android. Seu principal objetivo é verificar o estado do hardware que o executa. Caso seja vulnerável ao BlueBorne, ele apresentará uma mensagem e depois oferecerá a possibilidade de checar dispositivos próximos. Isso requer conceder uma permissão ao aplicativo para que ele habilite o Bluetooth temporariamente. Quando termina sua varredura, o BlueBorne Vulnerability Scanner mostra uma espécie de mapa com tudo o que detectou nas proximidades do smartphone, o endereço MAC de cada entrada e o risco em que se encontra.
BlueBorne Vulnerability Scanner funciona com Android 4.1 ou superior e não ocupa muito espaço. Agora, é necessário ressaltar que o app apenas informa se o dispositivo pode ser afetado pelo BlueBorne. Não é um scanner antivírus nem nada parecido. Mais uma vez, a primeira linha de defesa em smartphones e tablets sem suporte é desativar o Bluetooth e vigiar de perto qualquer aplicativo que solicite permissão para usá-lo.