Círculo completo, senhoras e senhores. Assim como os usuários abandonaram os celulares grandes só para voltarem a adquiri-los no formato phablet, agora surge um novo navegador cuja proposta principal é abandonar as abas. A ideia por trás do Colibrí é substituir o trio abas-favoritos-histórico por uma versão muito mais condensada e compacta, que elimina vários elementos secundários da interface e reduz o consumo de recursos do sistema.

Colibrí: Um navegador que busca... abandonar as abas?
Colibrí

Um monstro que se comeu a si mesmo

O Internet Explorer é um dos exemplos mais contundentes quando se fala em um monstro que se comeu a si mesmo. O navegador da Microsoft chegou a dominar 95% do mercado de navegadores, embora também seja justo reconhecer que, naquela época, esse mercado era bem menor. No entanto, a falta de concorrência e inovação fez com que o Internet Explorer respondesse com lentidão após o impacto do Mozilla Firefox e do seu sistema de abas. Desde então, os números do Internet Explorer só fazem cair em queda livre, e nem o Edge conseguiu corrigir a situação. Na mente dos usuários, é como se a Microsoft já não soubesse mais fazer navegadores, e, ao mesmo tempo, a ideia de um navegador sem abas parece antiquada demais. Dito isso, vamos abrir espaço ao Colibrí.

Colibrí: Um navegador que busca... abandonar as abas?
Colibrí rompe com o esquema abas-favoritos-histórico e o substitui por uma divisão entre Links e Listas

Colibrí na prática

Basicamente, temos um navegador que combina o melhor das interfaces simplificadas atuais com uma viagem no tempo que nos leva de volta ao ano 2001, época em que o usuário visitava uma página por vez ou abria várias instâncias. O Colibrí aplica uma espécie de fusão entre as abas, os favoritos e o histórico para então dividir esse conteúdo em duas seções: Links e Listas. A seção de links funciona superficialmente como qualquer sistema de favoritos, mas ao mesmo tempo é guardada em um servidor, o que me lembra um pouco o Pocket. Já a seção de Listas é algo parecido com um speed dial de categorias para organizar os links. O Colibrí também dá muita ênfase à busca de conteúdo na barra de endereços, como funciona um histórico normal hoje em dia.

Colibrí: Um navegador que busca... abandonar as abas?
A barra de endereços serve para buscar na Web e entre os Links. Muito parecido com um histórico típico.

Problemas e futuro

Em resumo, o Colibrí busca sacudir as estruturas e sugerir que os navegadores podem voltar a um estado mais primordial, o que, em teoria, reduziria o consumo de recursos e a sua superfície de segurança. Ainda assim, ele tem vários problemas no momento. Comecemos pelo mais importante: o usuário médio já usa abas há uma década, e não vai cedê-las com facilidade. Depois descobrimos que o Colibrí só oferece por enquanto uma versão para macOS, embora os builds compatíveis com Windows, Android e iOS estejam a caminho. Por fim, seus desenvolvedores planejam comercializar certos serviços dentro do navegador, uma estratégia bem complicada quando a oferta da concorrência é gratuita. Será este o caminho? Devemos voltar a um navegador mais básico? Logo saberemos.

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