Converta um teclado USB em Bluetooth
USB para Bluetooth

Sim, os teclados sem fio existem há vários anos e as últimas gerações melhoraram muito em robustez e eficiência, mas os melhores modelos tendem a ser bem caros. Se você tem um teclado USB e gostaria de eliminar o cabo por completo, uma boa opção é transformá-lo em um teclado Bluetooth. A modificação compartilha vários pontos com o processo que converte teclados PS/2 para Bluetooth e, além de eliminar a conexão física, também abre um caminho de compatibilidade com dispositivos móveis.

O problema da compatibilidade

Um dos principais problemas enfrentados por quem tem preferência por teclados PS/2 é a perda de compatibilidade. Computadores e dispositivos móveis possuem designs mais compactos e maior integração, o que exige a remoção de interfaces que a indústria cedo ou tarde declara obsoletas. No caso específico do PS/2, alguns fabricantes apresentam designs híbridos em que uma única porta pode ser usada com teclados ou mouses, mas a maioria simplesmente removeu a porta em favor de um maior número de conexões USB. A isso devemos somar a chegada dos dispositivos móveis. Supõe-se que a especificação USB OTG permita a conexão de acessórios USB sem necessidade de converter ou reinterpretar sinais, no entanto, nem todos os OEMs habilitam o modo OTG, o que nos deixa uma única opção: converter nossos teclados USB para Bluetooth.

A conversão passo a passo

O canal DastardlyLabs no YouTube publicou uma série de dois vídeos que nos ensinam a construir nosso próprio conversor de teclados USB para Bluetooth. Embora existam módulos pré-fabricados que poderiam economizar várias etapas, este tutorial segue o caminho do Arduino Pro Mini, acoplado a um host shield USB, um módulo Bluetooth com firmware hackeado para funcionar como HID (nesse ponto ele nos leva a outro tutorial onde podemos fazer isso passo a passo), dois pequenos programadores RS232RL e FT232RL compatíveis, um pouco de perfboard e uma boa quantidade de pinos. O host shield deve ser levemente alterado para funcionar em 5 volts (essencialmente, cortar uma trilha e fazer um jumper) e, claro, é preciso carregar o firmware no Arduino antes de fazer a conexão.

Alimentação do conversor

O último passo é alimentar esse conversor, e aí o usuário tem certa flexibilidade. Precisaremos de 5 volts, então o que me vem à mente é um pacote de baterias de emergência (externo e fácil de recarregar) ou algo na linha de um sistema com baterias de lítio e seu próprio circuito de carga. Quero insistir no ponto de que existem soluções mais diretas, como por exemplo o Bluefruit EZ-Key, que foi usado aqui para converter um velho IBM Model M para Bluetooth, mas há questões de orçamento e disponibilidade de peças que não podem ser ignoradas.

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