O mundo vive uma explosão algorítmica sem precedentes e, com ela, surgem novos pontos de conflito. Por exemplo, a OpenAI está recebendo críticas por não ter nada de "open" em seus projetos atuais, e outros players mantêm um "silêncio da imprensa" que chama muita atenção. Mas também encontramos exceções como a Databricks, uma empresa americana que trabalha no modelo Dolly. O que ele tem de especial? Por um lado, é um projeto open source; por outro, foi pensado para uso comercial.
Uma palavra que se repete com frequência nos artigos sobre inteligência artificial é "democratização". De fato, foi essa a expressão que o pessoal da Databricks usou quando apresentou seu modelo Dolly em março deste ano. Os parâmetros do Dolly AI são mínimos em comparação com o GPT-3 (6 bilhões vs. 175 bilhões), mas a ideia é que qualquer pessoa possa pegar um modelo existente, treiná-lo com características semelhantes às do ChatGPT e, em 30 minutos, ter algo ao alcance de qualquer empresa.
Dolly AI 2.0, open source e comercial
Nos últimos dias, Databricks decidiu redobrar a aposta com o Dolly AI 2.0. A nova versão dobra o número de parâmetros (12 bilhões) e usa como base o modelo pythia da EleutherAI. No entanto, a Databricks criou um conjunto de treinamento derivado das demonstrações geradas por milhares de funcionários da empresa. Tanto o dataset quanto os pesos do modelo e o código de treinamento foram publicados sob licença Creative Commons, habilitando assim seu uso comercial.
Por outro lado, o modelo da OpenAI é proprietário, e além de pagar pelo acesso à API, os interessados também devem seguir seus termos de uso (leia-se "não podem competir com a OpenAI"). O modelo LLaMA da Meta vazou na internet no início de março, mas seu uso comercial é proibido. Alpaca, Koala, Vicuna e GPT4All (sobre o qual falamos recentemente) possuem restrições semelhantes.
Qualquer interessado em avaliar o Dolly AI 2.0 já pode obter os pesos no Hugging Face, e o dataset databricks-dolly-15k no GitHub. Por enquanto não há demos online nem nada que se pareça, mas a natureza open source do projeto certamente dará origem a uma nova rodada de chatbots e outros serviços apoiados por inteligência artificial.
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