Um estudo sobre textos políticos gerados por seis modelos de linguagem não encontrou preferência clara por nenhum partido parlamentar da Suécia. Os perfis variaram conforme o tema: ChatGPT produziu textos neutros ou ambivalentes com mais frequência, enquanto Grok teve as diferenças mais marcantes em imigração, criminalidade e gênero.

O que a comparação partidária encontrou

Os pesquisadores compararam as respostas dos modelos com as posições dos oito partidos parlamentares suecos. Os social-democratas ficaram mais próximos dos perfis dos seis modelos, mas essa proximidade não foi estatisticamente significativa: após a correção para comparações múltiplas, nenhuma diferença entre as distâncias partidárias dentro de cada modelo permaneceu significativa.

Isso não permite apontar um chatbot como o menos enviesado em qualquer situação. O resultado depende da questão e da tarefa analisadas.

Como os pesquisadores montaram o teste

O estudo avaliou seis modelos em tarefas de escrita política em sueco, com 107 proposições, 77 estruturas de texto e três formulações de comando. No total, foram geradas 148.302 respostas. O artigo dos pesquisadores está no arXiv.

DimensãoEscopo do estudo
Modelos avaliadosClaude, DeepSeek, Gemini, Mistral, ChatGPT e Grok
Proposições políticas107, sobre temas da política sueca
Estruturas de texto77
Formulações dos comandosNeutra, positiva e negativa
Prompts24.717 por modelo
Respostas geradas148.302 no total
Comparação partidáriaPosições dos oito partidos parlamentares da Suécia

As formulações neutra, positiva e negativa descreviam como os comandos eram apresentados. Já a neutralidade ou a ambivalência se referia ao tipo de texto que ChatGPT produziu com maior frequência. São etapas diferentes da análise.

Onde os perfis dos modelos diferiram

Claude, DeepSeek, Gemini e Mistral apresentaram perfis semelhantes. ChatGPT produziu textos neutros ou ambivalentes mais vezes; Grok teve as diferenças mais acentuadas nos temas de imigração, criminalidade e gênero. No conjunto, os pesquisadores concluíram que não havia preferência clara por um partido e que o padrão mudava conforme o assunto ou a tarefa.

O que o estudo mediu sobre conversas e voto

O experimento avaliou textos gerados a partir de comandos, sem incluir o histórico de conversas contínuas com usuários nem medir efeitos sobre decisões de voto. Portanto, seus resultados descrevem padrões na escrita política dos modelos, não mudanças no comportamento eleitoral.