Apesar de tudo o que debatemos e explicamos a respeito, alguns governos ao redor do mundo insistem em limitar e/ou bloquear o acesso a diferentes sites e serviços na Web. Se o destino levar você a visitar um desses países, ou se você estiver convencido de que seu provedor de conectividade censura portais específicos, talvez queira baixar uma cópia do aplicativo Freegate e levá-la em um pendrive.

Você já ouviu essa história antes. China bloqueando buscadores e redes sociais. Egito e Síria desaparecendo da Web. Ordens judiciais impedindo o acesso a índices BitTorrent. A mensagem é bem clara: há governos, agências e instituições convencidas de que a neutralidade da rede tem que ir pelos ares. Há coisas que não podem ser vistas nem ouvidas. Sobre alguns temas é proibido falar. Qualquer tentativa de questionar ou desafiar o status quo deve ser interrompida.

E o usuário da internet responde sempre do mesmo jeito: desobediência misturada com criatividade. Proxies, VPN, a rede Tor, conexões criptografadas, sneakernet. Um movimento leva ao outro, e a dança continua. Por exemplo, todos conhecemos a censura existente no acesso à web a partir da China. Google, YouTube, Wikipedia, Netflix, Twitter, Bing, Reddit, Instagram, WhatsApp, BBC, Dropbox, Discord, Archive.org, HBO, todos os sites para baixar VPN... a lista continua. Em outubro de 2019, calculou-se que mais de 10.000 portais e serviços não passam pelo filtro chinês, e é aí que entram alternativas como o Freegate.

Freegate: Proxy anti-censura

Freegate: um proxy anti-censura para evitar bloqueios locais
O primeiro passo é confirmar se processamos todos os sites com o Freegate, ou apenas alguns

O Freegate é um proxy anti-censura desenvolvido pela Dynamic Internet Technology (DIT) que redireciona automaticamente o tráfego do usuário para uma rede de servidores (Dynaweb), que depende do provedor Hurricane Electric nos Estados Unidos, combinando tecnologia P2P e algoritmos de criptografia. As informações disponíveis sugerem que a DIT recebe financiamento de muitas instituições sem fins lucrativos, e do governo dos Estados Unidos.

Freegate: um proxy anti-censura para evitar bloqueios locais
A interface do Freegate. Ela não diz muito, mas isso não é um problema, digamos...

Usar o Freegate é tão simples quanto dar um duplo clique no executável. Os parâmetros de configuração se resumem ao comportamento inicial (por exemplo, se você quer que o Freegate funcione apenas em sites específicos ou processe todos), e à instalação de um filtro de pacotes, mas depois encontramos valores mais avançados, como a seleção de túneis, a mudança de porta para o proxy e sua inicialização com o computador.

O Freegate possui certa integração com o Internet Explorer, e é considerado o "navegador de fábrica" por razões óbvias. Todos os navegadores que usarem a mesma configuração de proxy do IE funcionarão diretamente com o Freegate sem modificar nada (Chrome, Edge e outras variantes Chromium), enquanto o Firefox requer uma extensão adicional chamada GProxy Plus.

Freegate: um proxy anti-censura para evitar bloqueios locais
As opções avançadas do Freegate

Além de alguma perda de velocidade durante a navegação, posso dizer que o Freegate funciona muito bem, inclusive nas últimas edições do Windows 10 (aqui usamos a 1909). Ainda assim, é necessário destacar que alguns antivírus podem interpretar o Freegate como malware. De fato, vários elementos pró-governo sírio distribuíram em 2013 cópias infectadas do Freegate para identificar opositores. Embora a prioridade do Freegate esteja focada nas regiões censuradas por governos locais, nada impede você de baixar uma cópia para fazer um teste ou outro.

Site oficial e download: Clique aqui