Se os smartphones são tão poderosos quanto um computador nos dias de hoje e os formatos híbridos ganham cada vez mais espaço no mercado, quão louco seria imaginar o retorno dos sistemas ultraportáteis, derivados dos antigos netbooks? A galera da GPD acredita que é possível, e o seu computador Pocket 7.0 já arrecadou mais de dois milhões de dólares no Indiegogo. No entanto, o produto é um conceito por enquanto, e a sua campanha nos deixa com algumas dúvidas…
A busca por computadores mais leves e com maior duração de bateria parece ter atingido o limite. Muitos usuários estão dispostos a sacrificar aspectos como a espessura em favor de baterias maiores, um bom número de portas, opções de atualização e processos de reparo flexíveis. Infelizmente, são poucos os fabricantes que ouvem os usuários, e o mercado independente (ou melhor, aquele que se move fora das marcas tradicionais) faz o que pode. Apesar das tendências, a galera da GPD acredita que tem o que é necessário para ocupar um lugar no mercado trazendo de volta o formato UMPC, através do seu Pocket 7.0.
Especificações
O Pocket 7.0 é um computador baseado no Intel Atom x7-Z8750, com quatro núcleos a 1.6 GHz e um modo Turbo de 2.56 GHz. A memória RAM chega a 8 GB em LPDDR3, seu armazenamento em estado sólido é de 128 gigabytes, e possui uma tela touch de sete polegadas com resolução 1.200p. Traz duas portas USB 3.0, uma padrão e a outra do tipo C, saída de áudio de 3,5 milímetros, uma porta HDMI, trackpoint, e o clássico batalhão de conectividade sem fio. O fabricante reporta uma bateria com capacidade de 7.000 mAh, equivalente a cerca de doze horas, dependendo da intensidade de uso.
A campanha e as dúvidas
A campanha do GPD Pocket 7.0 já somou mais de dois milhões de dólares no Indiegogo, vendendo milhares de unidades a um preço base de 399 dólares, e a possibilidade de obter um modelo com Windows 10 ou Ubuntu pré-instalado. Quais são as minhas dúvidas? Em primeiro lugar, não há um protótipo funcional. Todas as imagens são renders ou mockups. Em segundo lugar, esta é a quarta campanha da GPD, das quais duas falharam, e ainda têm problemas de entregas com a primeira. E para fechar, a campanha começou em meados de fevereiro. Algo me diz que a sua arrecadação cresceu rápido demais, embora talvez eu esteja sendo mais paranóico do que o necessário. Se tudo der certo, as primeiras entregas serão em junho.