ImageGate: Uma imagem JPG que te infecta com ransomware
ImageGate

Se você recebeu imagens inesperadas através do Facebook ou LinkedIn nos últimos dias, o melhor é ignorá-las por completo. De acordo com a empresa de segurança Check Point, uma nova campanha de ransomware busca infectar os usuários usando um método muito particular: camuflar o pacote malicioso como uma imagem JPG. Tudo indica que o ransomware é uma variante do conhecido Locky, que já causou estragos no início deste ano.

2016 foi, sem dúvida, o ano do ransomware. Seus desenvolvedores confirmaram que essa mecânica de sequestrar dados funciona muito bem, mostrando eficácia superior quando ataca lugares específicos, como hospitais ou agências governamentais. Diante da possibilidade de perder informações permanentemente, as vítimas optam por pagar o resgate e tomar medidas depois, mas a cada sucesso o ransomware se torna mais complexo. O perturbador é que os responsáveis só precisam modificar ransomware existente para manter a roda girando. Em fevereiro, o Centro Médico Presbiteriano de Hollywood pagou o equivalente a 17 mil dólares em bitcoins, liberando sua infraestrutura do ransomware chamado Locky. A presença do Locky diminuiu muito a partir de junho, mas se confiarmos no novo relatório da Check Point, ele voltou de uma forma muito interessante.

https://www.youtube.com/embed/sGlrLFo43pY

Como funciona o ImageGate

Como é de costume, a Check Point decidiu batizar a campanha com o nome ImageGate. Basicamente, trata-se de um novo vetor de ataque que esconde o ransomware sob a aparência de uma imagem compartilhada em redes sociais (com o Facebook na liderança) e outras plataformas (o LinkedIn também foi mencionado). É aí que o desconhecimento do usuário joga contra ele. Ao clicar no link da imagem, o que é baixado na verdade é um arquivo com extensões SVG, JS ou HTA, e em um típico caso de a curiosidade matou o gato, dar um duplo clique nesse arquivo automaticamente dispara o Locky. Todos concordamos que são erros demais em cadeia por parte do usuário, mas é evidente que a campanha funciona.

Como se proteger

Até que os serviços on-line implementem as proteções necessárias para impedir que pragas como o Locky afetem milhões de usuários, a primeira linha de defesa não é outra senão o senso comum. Em primeiro lugar, ninguém deveria clicar em um link não solicitado, mesmo que o contato seja de confiança (perguntar antes do que se trata é uma boa ideia). E se por algum motivo você clicar, é fundamental observar de perto a extensão do arquivo. Como sempre: Na dúvida, não.

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