A Microsoft anunciou em julho do ano passado que iria aposentar definitivamente o clássico editor Paint, em favor da nova edição 3D. A web pediu que o Paint sobrevivesse de alguma forma, e a decisão da Redmond foi incorporá-lo à sua loja como mais um aplicativo. No entanto, alguns usuários preservaram à sua maneira a funcionalidade do Paint tradicional, e uma das alternativas é o JSPaint, que essencialmente se comporta como um clone no navegador.
Se você tem a última edição do Windows 10 instalada, verá que o Paint ainda está lá. É claro que a ideia da Microsoft é que usemos o novo Paint 3D, mas, para ser sincero, ele nunca acabou de fazer sucesso (assim como muitas outras coisas no Windows 10). A aposentadoria oficial do Paint (uma vez que se torne efetiva) será na verdade uma espécie de deslocamento para a loja, ou seja, qualquer usuário poderá reinstalá-lo sem grandes problemas... desde que seja aceitável usar o Paint como aplicativo universal. Depois, existe outro detalhe: o Paint não deixa de ser um programa exclusivo para Windows. Sua simplicidade foi copiada várias vezes, e não é difícil encontrar editores gráficos muito superiores ao Paint em outros sistemas operacionais, mas a única forma de preservá-lo completamente é tirando o “fator plataforma” da equação.
JSPaint: o clone do Paint no navegador
É aí que entra o JSPaint, um clone do Paint feito em JavaScript que funciona diretamente em um navegador web compatível. Sua interface é quase idêntica à que o Paint tinha no Windows 9x, e além de ser muito fácil de usar, é bem provável que traga algumas boas lembranças. O projeto está a cargo de Isaiah Odhner, e seu código está disponível no GitHub.
A experiência básica está intacta, mas também existem outras melhorias, como:
- Número infinito de desfazer e refazer
- Edição de imagens transparentes (isso não era possível nas versões antigas do Paint)
- Abertura de arquivos SVG
- Criação de GIFs animados
- Vários atalhos de teclado adicionais, entre outras coisas.
O JSPaint funciona perfeitamente no Chrome, no Firefox e até no Microsoft Edge. Também não tem dependências externas, mas brilha pela ausência o suporte para outros idiomas, ou seja, por enquanto devemos aproveitá-lo em inglês.