Nas últimas 72 horas circulou uma novidade bastante interessante: de acordo com o NetMarketShare, o Linux havia alcançado 6,91 por cento do mercado. O número depois caiu para 4,83 por cento, e vários veículos especializados não hesitaram em registrar tamanha alteração. No entanto, hoje descobrimos que a adoção do Linux não apenas se mantém em seus níveis clássicos, mas também perdeu 0,3 por cento entre agosto e setembro. O que aconteceu?
É uma recomendação muito frequente em fóruns e redes sociais: "Se você tem problemas com o Windows, mude para o Linux". O problema é que, em muitos casos, essa recomendação não é sincera, e serve apenas para indicar à outra pessoa que ela comete um erro ao confiar na Microsoft. Ainda assim, acredito que todos nós, no fundo, desejamos uma competição mais robusta por parte do pinguim. O macOS está restrito ao hardware da Apple por seu contrato-licença, mas isso não afeta as distros Linux. Então... por que elas não explodem? O primeiro obstáculo, e provavelmente o mais importante, se manifesta por meio dos fabricantes. O Windows ocupa 9 de cada 10 computadores de desktop, e é lógico que eles concentrem seus recursos nesse sistema operacional. Linus Torvalds se expressou de forma bem colorida a esse respeito, e embora existam empresas com amplo suporte ao Linux por aí, é um ponto de conflito que nunca foi resolvido de forma satisfatória. Os números do Linux no desktop são humildes, mas há alguns dias atrás algo estranho aconteceu.
A galera do NetMarketShare atualizou suas estatísticas e publicou que o Linux no desktop havia atingido 6,91 por cento do mercado, para depois passar para 4,83 por cento. Um produto ou tecnologia que dobra sua presença em apenas um mês chama a atenção de qualquer um. O Reddit não demorou a repercutir a notícia, e o mesmo fez o OMG Ubuntu!, mas em ambos os lugares encontramos uma dose saudável de ceticismo. Embora existam produtos baseados em Linux que cresceram bastante (por exemplo, os Chromebooks), a mudança foi brusca demais para ser verdade.
Finalmente, o NetMarketShare publicou uma atualização e colocou o Linux em 3,04 por cento, caindo 0,33 pontos em relação a agosto. Agora, se levarmos em conta que o percentual para o mês de maio não cruzava os dois por cento, falar em evolução não é tão absurdo. O grande problema do NetMarketShare é que seu volume de amostras é demasiadamente baixo (se não me engano, são apenas 40 mil sites), e ele precisa melhorar isso o quanto antes.