Microsoft compra o LinkedIn
Microsoft - LinkedIn

E em mais um episódio de “Isso ninguém imaginava”, o gigante de Redmond anunciou a compra da rede social voltada para profissionais, o LinkedIn. Ainda falta a operação ser aprovada pelos órgãos correspondentes (o que pode acontecer antes do fim do ano), mas se levarmos em conta que a Microsoft já publicou um vídeo com os CEOs das duas empresas juntos, acho que podemos dar como certa a união. Qual é o número mágico? Espero que estejam sentados: 26,2 bilhões de dólares.

Com vendas de computadores cada vez mais em retração, um sistema operacional carro-chefe lutando para romper a barreira de 20 por cento de margem, e uma virtual rendição no espaço móvel, a Microsoft fez algo que já vimos mais de uma vez: causar um terremoto com uma compra gigantesca. Desta vez, trata-se do LinkedIn, a rede social que conecta profissionais do mundo todo e que possui mais de 400 milhões de usuários registrados. A estratégia é mais clara do que parece: a Microsoft está indo muito bem na nuvem, especialmente em tudo o que envolve o Azure. Combinar a maior “rede social empresarial” do mundo com a maior “plataforma na nuvem” do mundo faz sentido… até descobrirmos quanto a Microsoft pagou (ou melhor, planeja pagar) pelo LinkedIn.

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O total chega a 26,2 bilhões de dólares, mais de 26 vezes o que o Facebook pagou pelo Instagram, serviço que tinha apenas 30 milhões de usuários na época. Se obedecermos aos dados publicados pelo LinkedIn em março passado e tomarmos como referência seus 433 milhões de usuários (dos quais 106 milhões são ativos mensalmente), o que a Microsoft planeja é pagar mais de sessenta dólares por usuário. Nos próximos meses, veremos uma maior integração do LinkedIn aos principais serviços da Microsoft, entre eles Office 365, Skype e até mesmo Cortana. Por fim, a Microsoft disse que garantirá a independência do LinkedIn e manterá atual CEO, Jeff Weiner no cargo.

Em resumo, a aquisição do LinkedIn confirma dois dados muito importantes para a Microsoft. O primeiro é sua entrada definitiva no ringue das redes sociais, talvez não no conceito tradicional como vimos com Facebook e Twitter… mas acaba de somar mais de 400 milhões de usuários à sua base. Em segundo lugar, vários veículos colegas falam sobre uma transição “pós-Windows” para o gigante de Redmond, e se pensarmos que o Windows 10 é mais plataforma de serviços do que um sistema operacional, devemos seguir essa linha também.

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