Não é a primeira vez que a Microsoft tenta colocar sua tecnologia acima da concorrência com demonstrações públicas, e certamente não será a última. Desta vez, o objetivo da Microsoft é comparar seu navegador Edge com o que parecem ser as últimas versões de seus rivais diretos. O vídeo faz uma declaração bem barulhenta: o Microsoft Edge estende a duração da bateria em 70% a mais que o Google Chrome e 43% a mais que o Firefox, mas como dizem, “o diabo está nos detalhes”…
É difícil pensar em uma nova guerra de navegadores quando o mercado continua congelado. A posição privilegiada do WebKit, os navegadores alternativos que dançam em torno do código do Chromium e o estancamento do Firefox não ajudam no processo evolutivo. Todos concordamos que queremos opções mais rápidas e eficientes, embora a tendência pareça ir na direção contrária, incorporando funções secundárias e terciárias que poucos usuários realmente usam. Dito isso, chegamos ao Microsoft Edge. O novo navegador da Microsoft não está passando muito bem. O Windows 10 ganha usuários, mas a participação do Edge está abaixo de 5%, ou seja, há algo errado na estratégia atual. A decisão da Microsoft foi realizar uma série de testes para que as pessoas conheçam as virtudes do Edge, e sua primeira opção é o consumo de bateria.
O teste de bateria da Microsoft
Sejamos honestos: a Microsoft está batendo em cachorro morto. Já sabemos há tempo que o consumo de bateria do Chrome é simplesmente terrível, assim como sua pressão sobre a RAM e os ciclos de CPU. Instalar Chromium puro melhora um pouco as coisas, mas o usuário comum não está interessado em atualizar builds de desenvolvimento a cada 24 horas. O que nos surpreende um pouco é a diferença: no mesmo hardware e com o mesmo streaming, o Edge leva três horas de vantagem sobre o Chrome, duas sobre o Firefox e uma sobre o Opera com seu Battery Saver ativado. Para quem carrega o notebook para todo lugar e precisa extrair o máximo da bateria, a opção do Edge parece óbvia; no entanto...
https://www.youtube.com/embed/rjrxOOfi54kReações e dúvidas
... o teste foi muito mal recebido no YouTube, a ponto de a Microsoft ter desativado os comentários. Por quê? Vamos somar: o uso de Surface Books, a ausência de números de versão nos navegadores, a falta de detalhes avançados como extensões ou add-ons… e, finalmente, o próprio Edge. Três horas de bateria em um notebook é uma diferença enorme. O que o usuário perde em troca? O Edge é exclusivo do Windows 10, uma atualização que muitos ainda não estão dispostos a fazer, e ainda será preciso esperar até o “Anniversary Update” para receber o tão adiado suporte a extensões. As condições da comparação deixam várias dúvidas, mas ainda assim, toda otimização é bem-vinda.