Uma pesquisa da Act sobre a segurança do Microsoft 365, realizada em setembro de 2026 e reportada pela TechTarget Japan em 29 de outubro, apontou que 71,5% das empresas pesquisadas enfrentaram acesso não autorizado, comprometimento de conta ou suspeita desses casos entre setembro de 2025 e setembro de 2026. Entre as empresas afetadas ou com suspeita de incidentes, 89,8% aplicavam autenticação multifator (MFA). Já entre as contas afetadas ou suspeitas, 43% tiveram a MFA desativada temporariamente ou foram excluídas dela, e 21,4% apresentaram problemas nos métodos ou nas configurações de autenticação.

A Act entrevistou 1.002 pessoas envolvidas na operação do Microsoft 365 em empresas privadas com 100 a 999 funcionários. Os resultados reportados separam medidas no nível da empresa e no nível das contas:

IndicadorResultadoPopulação ou unidade
Empresas com acesso não autorizado, comprometimento ou suspeita71,5%Empresas pesquisadas, entre setembro de 2025 e setembro de 2026
MFA aplicada89,8%Empresas com incidentes ou suspeitas
MFA não aplicada6,3%Empresas com incidentes ou suspeitas
MFA desativada temporariamente ou excluída43,0%Contas afetadas ou suspeitas
Problemas no método ou nas configurações de autenticação21,4%Contas afetadas ou suspeitas
Soma das duas categorias de contas acima64,4%Contas afetadas ou suspeitas

Neste artigo

Revisões de segurança e permissões

Na pesquisa, 82,6% disseram já ter usado recomendações de segurança para verificar configurações; 67,1% demonstraram confiança nas próprias configurações. Mas apenas 32,7% relataram fazer revisões regulares.

Entre os controles revisados, 40,4% informaram verificar o Acesso Condicional e 32,2%, a proteção de contas administrativas. As taxas foram menores para permissões de aplicativos OAuth, com 11%, e para registros de auditoria ou alertas, com 10,1%.

Integrações com ferramentas de IA, como Microsoft 365 Copilot, foram relatadas por 90,1% das empresas. A revisão regular das permissões de acesso associadas foi relatada por 29,4%; 38,6% faziam inventários regulares de funções privilegiadas. Para quem acompanha o uso do Copilot, revisar essas permissões ajuda a manter o foco no acesso concedido aos aplicativos e nas funções com privilégios elevados.

As dificuldades mais citadas para revisar configurações foram telas ou opções pouco claras, por 32,5%, e o risco de interromper atividades ou integrações existentes, por 31,8%. O custo de licenças de nível superior, como Microsoft 365 E5, foi citado por 10,8%.

Como uma conta pode ser comprometida após a MFA

Em inglês, Elliot Munro demonstra tecnicamente a captura de cookies de sessão em um ataque AiTM.

A autenticação multifator exige mais de uma forma de comprovar a identidade. Ainda assim, a Microsoft descreve ataques de phishing adversary-in-the-middle (AiTM), nos quais um intermediário retransmite o processo legítimo de entrada. A pessoa completa a autenticação, mas o atacante captura o cookie de sessão, que pode ser reutilizado para acessar a sessão autenticada.

A Microsoft também descreveu uma campanha distinta em que o invasor, após obter uma sessão, adicionou um método de código de uso único (OTP) por telefone ao explorar controles fracos de atualização da MFA. Para resistir melhor a esse tipo de phishing, a Microsoft recomenda métodos como chaves de acesso, chaves de segurança FIDO2, autenticação baseada em certificado e Windows Hello for Business. A orientação também cita o Acesso Condicional como uma camada adicional de proteção.

Resposta a uma conta comprometida

Na análise de uma campanha publicada em 8 de junho de 2023, a Microsoft recomendou redefinir as credenciais, revogar as sessões e desfazer alterações não autorizadas nos métodos de MFA. Assim, a resposta inclui tanto o acesso já autenticado quanto os métodos que possam ter sido adicionados à conta.