Ao escrever estas linhas, o chamado Coronavírus de Wuhan (nova designação oficial COVID-19) já infectou mais de 82 mil pessoas, reclamando 2.810 vidas. Os últimos alertas das autoridades sugerem que o vírus continuará avançando e, como era de se esperar, o mundo respondeu esgotando recursos básicos de proteção em algumas regiões, como máscaras e álcool. Agora, muitos se perguntam o que as pessoas fizeram para enfrentar pandemias maiores no passado e, a julgar por esta galeria de imagens tiradas durante o flagelo da «Gripe Espanhola» de 1918, bom... exatamente o mesmo.
O famoso nome «Gripe Espanhola» não foi mais que um produto da censura. Os primeiros casos surgiram em janeiro de 1918. À Primeira Guerra Mundial ainda faltavam dez meses e, numa tentativa de manter a moral, os meios de comunicação da Alemanha, Reino Unido, França e Estados Unidos minimizaram os relatos da doença. No entanto, isso não foi assim na Espanha; o país era neutro, e o próprio rei Alfonso XIII adoeceu, por isso muitos interpretaram que a Espanha estava sofrendo o pior da pandemia.
Nada mais longe da realidade. Durante seus dois anos de «presença», a doença infectou 27 por cento da população humana (1.800-1.900 milhões em 1918). A maioria das fontes sugere que morreram entre 40 e 50 milhões de pessoas, com relatos que falam de números muito mais altos. Isso complica o cálculo da mortalidade real, mas, apesar da dupla ameaça (guerra «e» pandemia), o mundo continuou girando, e as pessoas saíram às ruas com todo tipo de máscaras, protegendo bocas, narizes ou ambas as coisas ao mesmo tempo...
Fonte: Design You Trust
Galeria: máscaras na pandemia de 1918