Por que dois milhões de pessoas ainda recebem DVDs da Netflix?
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Os ganhos da Netflix superaram os US$ 20 bilhões no ano passado, obtidos principalmente por meio de seu popular serviço de streaming em todo o mundo. No entanto, alguns podem se surpreender ao saber que o aluguel e envio de filmes pelo correio jamais foi retirado nos Estados Unidos. De fato, dois milhões de usuários recebem DVDs e discos Blu-ray e, a julgar pelas declarações de seus executivos, esse mecanismo continuará disponível por vários anos.

O titã do streaming também aluga discos

Com mais de 180 milhões de usuários, a Netflix é vista por muitos como o titã a ser batido em streaming. A combinação de produções próprias e documentários lhe permitiu ganhar enorme tração, assim como outros projetos "resgatados", se podemos chamá-los assim (Black Mirror, Cobra Kai).

Mas o streaming não é tudo o que a empresa oferece. Na verdade, entre suas opções para o território americano ainda existe o serviço de aluguel de filmes em formato óptico. E é aqui que nos perguntamos: quem se dá ao trabalho de ver DVDs com o streaming à mão?

Por que dois milhões de pessoas ainda recebem DVDs da Netflix?
Peça de coleção? Não por enquanto...

Por que duas milhões de pessoas ainda alugam DVDs?

Duas milhões de pessoas, para ser preciso. Em 2018, o CEO da Netflix, Reed Hastings, disse que não estava nos planos se desfazer do serviço de aluguel e que o imaginava "por outros cinco anos" com facilidade. As razões são perfeitamente lógicas: em primeiro lugar, os consumidores de DVDs e discos Blu-ray são "entusiastas hardcore" do cinema que não se sentem atraídos por documentários ou séries. Eles consideram que o catálogo disponível no streaming é inferior às opções de aluguel, muito mais amplas e completas. Afinal, nunca falta aquele filme raro que só pode ser obtido em disco.

A segunda razão é uma questão de qualidade. Além dos esforços que a Netflix tem feito para manter um bom equilíbrio entre largura de banda e detalhes visuais, esses usuários detectam artefatos e erros de compressão sem dificuldade e insistem que alguns filmes só podem ser vistos em Blu-ray.

Finalmente, o terceiro elemento nesta equação de filmes alugados é a conectividade. Apesar do que tentam comunicar autoridades e corporações, há muitas regiões dos Estados Unidos com acesso à internet desastroso. Áreas rurais inteiras carecem de infraestrutura adequada e, como se não bastasse, os provedores impõem limites mensais de dados, que o streaming consome.

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O futuro do aluguel de DVDs

O último relatório indica que, durante 2019, a Netflix obteve US$ 300 milhões com o aluguel de filmes em DVD e Blu-ray, mas seu futuro parece estar selado de qualquer forma, já que perde cerca de meio milhão de usuários por ano, e a pandemia deixou o serviço postal de cabeça para baixo, complicando a entrega e a devolução de discos. Ainda assim, é lógico pensar que a Netflix levará isso com calma. A última vez que tentou mudar o serviço foi com a criação do Qwikster, e já sabemos como isso terminou...

Fonte: WIRED