Um rascunho individual do IETF propõe o token __usage_ai-training para que sites expressem uma preferência sobre o uso de páginas no treinamento de modelos generativos. Reportagens apontaram Google, Microsoft, OpenAI e Anthropic como apoiadoras, com prazos diferentes. O token trata do uso para treinamento; não é uma ordem geral para impedir o rastreamento do site.

Explicação em vídeo, em inglês, sobre o sinal proposto e a diferença entre treinamento e rastreamento

O que o token controla

O rascunho define treinamento de IA como o uso de um conteúdo para alterar os parâmetros aprendidos por um modelo generativo. O token permite expressar essa preferência para caminhos específicos do site usando as regras de caminho já existentes no robots.txt. O texto exclui o treinamento de modelos usados exclusivamente em tarefas não generativas (rascunho do IETF).

O exemplo do rascunho usa o grupo User-Agent: __usage_ai-training e Disallow: / para indicar uma preferência que abrange todo o site; Allow: /press-kit/ abre uma exceção para esse caminho. Já User-Agent: * não corresponde ao token. Sem um grupo próprio para __usage_ai-training, o site não expressa essa preferência por esse mecanismo.

A regra também não impede, por si só, que rastreadores acessem as páginas. Para restringir o acesso, o rascunho mantém separadas as regras de rastreamento destinadas a rastreadores específicos. A preferência pode ainda ser substituída por acordos privados entre um serviço e uma empresa. O documento continua sendo um rascunho individual, sem endosso formal do IETF; sua versão atual expira em 3 de maio de 2027, salvo atualização ou substituição.

Os prazos variam entre as empresas

As reportagens sobre o apoio ao sinal descreveram cronogramas diferentes. A Microsoft publicou separadamente seu próprio plano de adoção.

EmpresaImplementação reportada ou anunciada
AnthropicReportagens indicaram que a implementação havia começado.
OpenAIReportagens apontaram os meses seguintes como prazo previsto.
GoogleReportagens apontaram adoção durante 2027.
MicrosoftA empresa prevê começar a aplicar as novas preferências conforme rastrear páginas a partir de 1º de fevereiro de 2027.

A transição da Microsoft para as configurações antigas

Os prazos de transição da Microsoft se aplicam a sites que usavam NoArchive ou NoCache em 15 de dezembro de 2026. Para esses sites, a Microsoft prevê abrir nessa data, no Bing Webmaster Tools, uma opção temporária de preferência para grounding. Grounding é o uso de uma página para ajudar a produzir respostas geradas por IA.

A Microsoft orienta os sites elegíveis a publicar preferências de grounding por página e registrar a opção temporária até 1º de março de 2027. Essa preferência temporária termina quando o Bing rastrear a página e encontrar a nova configuração ou em 30 de setembro de 2027, o que ocorrer primeiro. A partir de 1º de março, NoArchive e NoCache deixam de ser interpretados pela Microsoft como preferências de treinamento ou grounding.

Publicar uma preferência não faz com que ela entre em vigor imediatamente: a Microsoft precisa rastrear a página para detectá-la. O IndexNow pode sinalizar uma mudança, mas não garante quando haverá novo rastreamento. Além disso, a preferência de treinamento definida na própria página prevalece sobre a configuração do robots.txt (orientações da Microsoft).

Treinamento, grounding e busca são controles distintos

O token proposto pelo IETF trata de preferência de treinamento. A Microsoft mantém controles separados para grounding: eles são definidos por página e oferecem as opções Allow, Disallow e DisallowExtended. A empresa diz que essas preferências não alteram a elegibilidade para resultados tradicionais do Bing, que continua sujeita aos requisitos normais de rastreamento e indexação. Esse alcance diz respeito aos controles da Microsoft.