Alguns dispositivos desafiam a lógica. Outros parecem ter sido tirados de um filme de ficção científica de baixo orçamento. E depois há aqueles designs que (provavelmente) se inspiraram no Homeromóvel. O Telson TWC-1150 consegue ser e fazer tudo isso ao mesmo tempo. Este “telefone” remonta a 2004, o que apresenta vários problemas na hora de localizar informações originais e imagens em alta definição, mas uma coisa é certa: felizmente, o mundo da telefonia móvel decidiu não seguir nessa direção…
Sem repetir e sem soprar, mencione todos os telefones celulares que falharam no mercado e que você possa lembrar. Em primeiro lugar, acho difícil esquecer o Nokia N-Gage. O fabricante finlandês chegou à conclusão de que era uma boa ideia fundir um telefone celular com um console portátil de videogames, mas o problema é que fez isso muito mal. Depois temos o caso do Microsoft Kin.
Dois anos de desenvolvimento e um bilhão de dólares depois, o “telefone super social” de Redmond viveu apenas 48 dias e acabou sendo liquidado com descontos massivos. Os telefones Pre e Pixi da Palm também não foram extraordinários, a Amazon passou mal com seu Fire Phone e, voltando à Microsoft, digamos que não tremeu na hora de sacrificar sua linha Lumia, depois de falar sobre “plataformas em chamas” e outras metáforas estranhas. No entanto, a história nos ensina que o mercado ofereceu telefones piores que esses. Um deles era o Telson TWC-1150.
Telson TWC-1150: o horror feito relógio
Devo me desculpar pela escassez de imagens em alta definição. O Telson TWC-1150 começou a circular em 2004, o que significa que tudo o que encontrei até aqui é, em sua maioria, “tamanho selo”. Aparentemente, este não foi o primeiro modelo híbrido da Telson.
Um antigo artigo polonês de 2003 fala sobre o Telson F88, com tela de 256 cores e 300.000 pixels, 120 minutos de autonomia na bateria, reconhecimento e gravação de voz e uma câmera que se conecta na parte superior como módulo secundário. O Telson TWC-1150 seguiu uma linha semelhante, incluindo transmissão infravermelha, tela LCD “com cristal de safira”, videochamadas, um anel-microfone, fones sem fio e suporte para cartões RUIM, que estendem as vantagens da plataforma GSM a redes CDMA. O envio de mensagens não era muito confortável por causa do teclado e, se pensarmos um pouco, algumas agendas faziam isso melhor.
As únicas empresas que aparentemente fizeram um esforço maior para distribuir o Telson TWC-1150 foram a CEC, na China, e a Reliance, na Índia, mas com US$ 350 no preço, o telefone-relógio-câmera do futuro que nunca chegou ficou flutuando na água, morto. Talvez parte do mercado queira um telefone de pulso (afinal, alguns transformaram relógios em televisores e computadores compactos)… só que não assim.