Trisquel Linux: uma distro realmente livre
Trisquel Linux

A liberdade no código pode ser alcançada de várias formas, mas um dos caminhos preferidos entre as distros Linux é a rejeição a qualquer blob ou aplicação fechada desde o início. Algumas iniciativas estão dispostas a fazer um compromisso em nome da compatibilidade, porém, esse não é o caso do Trisquel Linux, uma distro nascida em território espanhol que já está há dez anos entre nós, e que conta com o apoio da Free Software Foundation, junto ao projeto GNU.

Se você visitar o portal pessoal de Richard Stallman, saberá de imediato que seu computador principal é um ThinkPad X60, o primeiro a alcançar compatibilidade total com o projeto Libreboot. Pelo lado do sistema operacional, sua escolha é Trisquel Linux (tecnicamente Trisquel GNU/Linux), um nome que não costuma ter tanta imprensa se comparado com outras distros. Em essência, Trisquel é o que Stallman chama de “uma distro ética”, já que não utiliza nem uma única peça de código fechado, e isso se estende tanto a aplicações quanto a controladores e firmware. É claro que Trisquel não é o único projeto a cumprir essas condições, e a página oficial da GNU apresenta uma breve lista com outras opções, mas eu ousaria dizer que Trisquel é uma das mais refinadas.

Trisquel Linux: uma distro realmente livre
Encontrei uma distro muito interessante no Trisquel Mini. Se você tem um sistema antigo, talvez queira experimentá-la.

Trisquel começou sua aventura no ano de 2004 graças ao patrocínio da Universidade de Vigo, e um ano depois teve sua apresentação oficial, com a presença do próprio Stallman. Se a memória não me falha, o primeiro build foi baseado no Debian, mas as últimas versões adotaram o Ubuntu LTS. Suas edições gerais são quatro: Trisquel 7.0 padrão utiliza o GNOME como ambiente de trabalho, e oferece uma lista muito mais ampla de aplicativos, entre os quais se destacam Abrowser (em essência, Firefox com o nome mudado), o editor gráfico GIMP, e uma cópia do LibreOffice. Trisquel Mini é pensado para computadores mais humildes e netbooks. O GNOME é substituído pelo LXDE, o Midori assume o papel de navegador principal, e a única ferramenta de escritório é o AbiWord. Trisquel NetInstall é um build mínimo destinado àqueles que desejam uma personalização muito mais profunda ou têm usos específicos em mente, e Trisquel Sugar TOAST é a variante educacional, com interface Sugar.

Mais uma vez, devemos ressaltar a ausência de código proprietário no Trisquel. Isso significa que haverá módulos WiFi e placas gráficas sem o suporte necessário, portanto, alguns usuários terão que experimentar um pouco, e por que não, sujar as mãos.

Site oficial e download: