Um novo dispositivo gera eletricidade... das sombras?
Eletricidade das sombras

O interesse por ver mais e melhores soluções relacionadas à energia solar é gigantesco. Há algumas semanas, exploramos algumas das tecnologias com maior potencial, mas hoje nos deparamos com uma novidade proveniente da Universidade Nacional de Singapura. Lá, um grupo de pesquisadores desenvolveu um protótipo de "Gerador de Efeito-Sombra", que aproveita o contraste entre sombras e áreas iluminadas para gerar pequenas quantidades de eletricidade, algo ideal em casos como dispositivos vestíveis e sensores.

Por enquanto, a forma mais eficaz de saciar a "fome energética" dos nossos dispositivos é aplicando uma estratégia de força bruta, ou seja, a puro carregador e bateria. Os fabricantes têm feito enormes esforços para melhorar parâmetros de eficiência em seus produtos, mas a necessidade do cordão umbilical não desapareceu, e o mais provável é que nunca desapareça. No entanto, alguns dispositivos estão mais do que prontos para usar fontes alternativas e independentes de energia. Controles remotos, relógios e sensores são os primeiros exemplos que vêm à mente, mas a pergunta é: O que podemos usar?

A Universidade Nacional de Singapura tem uma proposta inusitada: Sombras, ou sendo um pouco mais precisos, o contraste entre zonas iluminadas e escuras. Uma equipe de pesquisadores dessa instituição criou o primeiro protótipo de um "Gerador de Efeito-Sombra", baseado em uma série de células colocadas sobre uma película plástica flexível e transparente. Cada uma das células utiliza uma pastilha de silício, com uma camada ultrafina de ouro depositada sobre ela. Quando as células estão no escuro ou sob luz completa quase não registram atividade, mas tudo muda com o contraste adequado.

Eletricidade das sombras

Um novo dispositivo gera eletricidade... das sombras?
Sim, esta é a imagem que aparece no artigo. Simples, mas cumpre seu objetivo.

Primeiro, a luz sobre o silício energiza seus elétrons, de modo similar ao de uma célula solar convencional. Mas esses elétrons "saltam" do silício para o ouro. Enquanto uma parte do dispositivo permanece na sombra, a voltagem do metal iluminado aumenta de forma relativa à área escura, e os elétrons do gerador fluem de alta para baixa voltagem. O resto é questão de conectar o gerador a um circuito.

De quanta energia estamos falando? O artigo original menciona uma densidade de 0,14 microwatts por centímetro quadrado, enquanto em outros testes, uma combinação de oito geradores entregou 1,2 volts, suficiente para um relógio digital. Na verdade, os geradores também podem funcionar como "sensores", pois ao criar uma sombra temporária sobre eles, é possível acender luzes LED. O que vem a seguir? Os pesquisadores acreditam que o custo de fabricação será muito baixo, portanto, a prioridade não é outra senão melhorar o desempenho.

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https://old.neoteo.com/alessandro-volta-y-la-electricidad-animal/