Em uma das demonstrações mais contundentes da frase isso foi rápido, um usuário do Twitter conhecido como Longhorn publicou uma imagem de Windows 10 Cloud executando aplicativos Win32.
Na segunda-feira passada foi confirmado que esta versão especial do Windows 10 limita sua compatibilidade a aplicativos universais, mas depois de alguns experimentos, Longhorn comprovou que os módulos necessários para o software Win32 não foram removidos, mas sim desativados.
Por que a Microsoft criou o Windows 10 Cloud?
A Microsoft tem várias razões para lançar uma versão do Windows 10 como o Cloud. Recentemente mencionamos uma das mais importantes, que é competir com os Chromebooks, cada vez mais populares entre os usuários. Mas seria uma loucura ignorar o fator segurança. Ao limitar sua compatibilidade a software proveniente de sua loja, a Microsoft tenta oferecer (ou melhor, garantir) que o código desses apps está limpo, e ao mesmo tempo impedir uma execução direta de malware através de outras vias. É claro, essa estratégia não é perfeita, já que alguns desenvolvedores encontraram a forma de infiltrar código malicioso em outras lojas oficiais, mas se o Cloud é de fato uma variante pensada para usuários que procuram um ambiente estável e que não desejam lidar com infecções, assinaturas de antivírus e outros detalhes semelhantes, a Microsoft deve começar por aí. Agora, o quanto de Win32 a Redmond eliminou no Windows 10 Cloud?
Se nos guiamos pelos resultados do usuário de Twitter Longhorn... zero. Durante seus experimentos, Longhorn determinou que ferramentas avançadas como o editor de Registro, PowerShell e CMD foram efetivamente bloqueadas, no entanto... se esqueceram do Bash. Com a ajuda desse shell, Longhorn pôde desativar várias das restrições impostas pela UMCI (User Mode Code Integrity) ao habilitar o modo testsigning. Em uma das imagens é possível ver o Google Chrome acompanhado do Desktop App Converter, com uma janela extra indicando a versão do Windows.
Em seu blog oficial, ele também publicou outra imagem com nada menos que Wine, e o editor de Registro aberto. Ou seja... Regedit, através do Wine, sobre o Windows Subsystem for Linux, no Windows 10 Cloud. De acordo com Longhorn, essa edição se coloca no mesmo nível do Windows 10 Pro com UMCI ativado ao máximo. Uma vez que a UMCI cai, a experiência é mais ou menos "clássica", por assim dizer. De qualquer forma, acho que o esforço do Longhorn beneficia a Microsoft. Se desejam fechar o Windows 10 Cloud como se deve, estão com as mãos cheias.