Não é nenhuma novidade que o tráfego na web continua aumentando graças a um número cada vez maior de usuários e dispositivos conectados. Cada vídeo, e-mail, imagem, som e partida de videogame eleva o teto um pouco mais. De acordo com a Cisco, o tráfego anual na internet chegará a 3,3 zettabytes em 2021.

A era do Zettabyte: quantos bytes há em um zettabyte e como isso nos afeta?
Zettabyte

Uma antiga frase atribuída a Bill Gates dizia que 640 kilobytes eram “memória suficiente”. Com o passar dos anos, vários meios de comunicação questionaram sua legitimidade, mas ainda hoje serve como referência para reconhecer que ninguém tem a menor ideia do que vai acontecer no mercado de informática. Se transferirmos isso para a web, a incerteza é ainda maior. Estamos rodeados de impérios digitais aparentemente indestrutíveis; no entanto, quando olhamos de perto, são castelos de vidro esperando alguém com um estilingue (funda, bodoque, etc.). Sobre essa fragilidade, a web cresce. Mais usuários, mais dispositivos, mais serviços. Esse crescimento se traduz em dados, que por sua vez precisam ser transferidos e processados.

A era do Zettabyte: quantos bytes há em um zettabyte e como isso nos afeta?
E ainda nos falta o yottabyte...

O que é um zettabyte?

Em essência, um zettabyte é uma quantidade de bytes expressa em 1.000 à sétima potência, ou, como muitos preferem, 10^21. Mesmo se usássemos os discos de 12 terabytes que a Seagate lançou no mercado, precisaríamos de mais de 83 milhões de unidades. Alguns sites converteram isso em vídeo HD, e o resultado é de cerca de 36 milhões de anos. É importante destacar que a numeração é “base 1.000”, e não “base 1.024”.

As projeções da Cisco para 2021

A Cisco publicou uma série de projeções muito interessantes. Para o ano de 2021, estima-se que haverá 27,1 bilhões de conexões distribuídas entre 4,6 bilhões de usuários. O volume de tráfego alcançará 3,3 zettabytes por ano. Outros dados sugerem que 82% desse tráfego será vídeo (tanto pessoal quanto comercial), e que 73% será uma combinação de WiFi e conexões móveis. Tecnicamente, já superamos o zettabyte de tráfego, mas o fato de que vamos triplicar isso em quatro anos é assustador.

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