Uma das perguntas mais frequentes que os astronautas recebem é «como vocês vão ao banheiro?». Atualmente, eles contam com soluções baseadas em sucção, mas na época do programa Apollo, todos os seus «compromissos biológicos» precisavam ser guardados em sacos e recipientes.
Isso significa que os astronautas das missões lunares deixaram urina e fezes na superfície do nosso satélite. O interesse científico por esse material é enorme, e eles têm um bom motivo: depois de 50 anos de exposição à hostilidade do espaço, querem saber se ainda há algo vivo nesses sacos.
Excrementos na Lua
Mais de meio século desde a chegada do homem à Lua, aquele pequeno passo para o homem... que, aliás, continua sendo «pequeno», porque além do próprio programa Apollo, nunca mais voltamos ao espaço profundo. No entanto, nos últimos tempos, notamos uma mudança de visão.
Existem muitas razões para voltar ao nosso satélite, e a preparação da viagem a Marte aparece no topo da lista, mas há alguns cientistas que propõem a recuperação de um material muito especial: Excremento.
Sim, o excremento e a urina que os astronautas do programa Apollo abandonaram na Lua. A informação oficial disponível fala de 96 bolsas com urina, fezes e vômito, pertencentes aos participantes das seis missões Apollo (11, 12, 14, 15, 16 e 17). Os sistemas de armazenamento utilizados eram desconfortáveis e, acima de tudo, desagradáveis.
A chamada «prenda de absorção» nada mais era do que uma fralda glorificada com capacidade de 900 mililitros, enquanto o «dispositivo de coleta fecal» era um saco com fita adesiva que os astronautas precisavam colar em seus escapes posteriores, usando um dedo (coberto) como referência para posicioná-lo corretamente em frente ao ânus «e» enviar a descarga para o fundo do saco (lembre-se, gravidade quase zero).
Agora... por quê? O que há de interessante em um monte de cocô na Lua? A resposta é vida. O 55% do excremento humano é composto por bactérias. As bolsas dos astronautas poderiam permitir acesso a um experimento que está ativo há tantas décadas.
Será que ainda existe algo vivo nessas bolsas, ou a combinação de radiação e temperaturas extremas acabou com tudo? Outro detalhe contra a possibilidade de «vida fecal» é que os astronautas despejavam germicidas nas bolsas para neutralizar o conteúdo. Mesmo assim, os especialistas insistem que vale a pena tentar.
https://old.neoteo.com/como-colonizar-la-luna/Fonte: Vox