Em mais um episódio de “Vamos fazer você se sentir um usuário de segunda classe se não adotar o Windows 11”, a Microsoft repete velhas táticas para resolver velhos problemas: como já mencionamos, o Windows 11 tem apenas metade do mercado do Windows 10, cujo suporte estendido termina em outubro de 2025, e ainda só receberá um ano extra sob o programa ESU. O que a Redmond está fazendo para evitar mais conflitos? Exibir anúncios em tela cheia para usuários do Windows 10, “recomendando” máquinas com Windows 11.
Pouco antes de o Windows XP encerrar seu suporte estendido em abril de 2014, os usuários receberam um pop-up avisando sobre a situação. Quando a disponibilidade gratuita do Windows 10 chegou ao fim, a Redmond fez algo parecido, mas dessa vez exibiu uma mensagem em tela cheia para usuários do Windows 7 e 8.x. Em 2019, foi a vez do Windows 7, que também recebeu pop-ups antes do corte em janeiro de 2020. E agora... a vez é do Windows 10. Em vez de reconhecer que o Windows 11 tem um problema com seus requisitos de hardware, a estratégia das mentes brilhantes da Redmond é... exibir mais anúncios em tela cheia.
Redmond: os pop-ups continuarão até os índices do Windows 11 melhorarem
A equipe da Ars Technica reporta que existem pelo menos três variantes da mesma mensagem: a primeira aponta para os gamers, indicando que “a satisfação com o Windows 11 é a melhor da história” e que está ajudando milhões de jogadores a desfrutarem de seus títulos favoritos, com tempos de carregamento mais curtos e framerates mais altos (digamos que os usuários do Steam estão respondendo positivamente a isso).
A segunda versão recomenda um novo computador com Windows 11 e suporte Copilot+, já que se trata dos sistemas com Windows “mais rápidos e mais velozes”. Já a terceira versão fala em “iniciar os planos” para o fim do suporte do Windows 10, sugerindo o uso do Windows Backup para transferir arquivos, fotos e aplicativos do Windows 10 para “um novo PC com Windows 11”.
Nenhuma das mensagens diz diretamente ao usuário que ele deve atualizar para o Windows 11, mas tudo isso funcionou tão bem quanto um salva-vidas de chumbo. As respostas na web foram corrosivas, mas no fundo sabemos que a situação vai piorar. Mais uma vez, a Redmond poderia eliminar as tensões relaxando os requisitos de hardware do Windows 11 ou anunciando uma espécie de “Windows Fundamentals” para máquinas legadas, mas sua falta de boa vontade é absoluta.
Fonte: Ars Technica