Segundo um relato técnico coassinado por AWS e MoEngage, a empresa usa o AgentCore Gateway para transformar operações de APIs REST internas em ferramentas que seus agentes de IA podem chamar. O desenho combina especificações OpenAPI, permissões por agente e uma conexão privada com os serviços internos.

Isso permite que equipes disponibilizem operações existentes aos agentes sem entregar a cada um acesso irrestrito ao catálogo inteiro.

Como a MoEngage transforma APIs em ferramentas

As equipes mantêm APIs REST e anotam as especificações OpenAPI existentes com x-moe-mcp. OpenAPI descreve as operações e os dados de uma API; a anotação indica quais delas devem ser expostas como ferramentas. O AgentCore Gateway registra essas especificações e gera ferramentas compatíveis com o Model Context Protocol (MCP), protocolo usado para descobrir e chamar ferramentas.

O fluxo de integração também passa por uma esteira de CI: ela valida a anotação, registra o destino no gateway e aplica a política Cedar correspondente. Assim, a equipe parte das definições que já mantém, em vez de criar uma ferramenta separada à mão para cada operação.

Como permissões e identidade são separadas

Cada agente interno usa sua própria função do AWS Identity and Access Management (IAM), o serviço da AWS que associa identidades a permissões. As políticas Cedar são avaliadas no servidor e determinam quais ferramentas o agente pode ver e chamar. Ferramentas não autorizadas ficam fora da lista retornada ao agente.

O exemplo descrito para uma tarefa de revisão de campanhas permite operações de leitura de campanhas e bloqueia ações de escrita. A regra vale tanto para o que aparece na lista de ferramentas quanto para as chamadas feitas ao gateway.

O contexto de locatário, usuário, função e banco de dados segue em cabeçalhos X-MOE-*, separado dos argumentos de ferramenta que o modelo pode editar. Para autenticar as chamadas internas, os agentes assinam as requisições com SigV4, usando suas funções do IAM.

O serviço MCP público da MoEngage é separado dessa arquitetura interna: o relato atribui a ele tokens OIDC JWT no AgentCore Runtime. São contextos de autenticação diferentes, não dois métodos descritos para a mesma chamada interna.

Como a chamada chega às APIs internas

O serviço do agente envia uma requisição HTTPS por um endpoint de interface da VPC, com DNS privado. Em seguida, o gateway usa saída gerenciada pela Amazon VPC Lattice para alcançar as APIs internas. Na rota descrita para essa implantação, não há um endpoint público entre o agente e essas APIs.

Essa camada de rede é distinta da autorização: a conexão privada define o caminho até os serviços, enquanto as funções do IAM e as políticas Cedar controlam quais operações cada agente pode acessar.

Como os agentes encontram ferramentas

Em vez de receber de início a descrição de todo o catálogo, um agente pode usar a meta-ferramenta search_tools. Ela faz uma busca semântica a partir da tarefa e retorna ferramentas candidatas relevantes. A busca reduz o volume de descrições carregadas no contexto do modelo; as políticas Cedar continuam governando quais ferramentas podem ser listadas e chamadas.

O relato estima que o esquema JSON de cada ferramenta ocupe cerca de 50 tokens e que um catálogo com 400 ferramentas ultrapasse 20 mil tokens. São valores aproximados usados para ilustrar o tamanho do catálogo, não uma medição de desempenho.

Escala e esforço relatados pela MoEngage

O relato descreve cerca de 400 APIs REST internas, criadas por 25 equipes em sete regiões da AWS. Separadamente, informa que o gateway atende aproximadamente 400 operações registradas a dez agentes internos.

A MoEngage estima que a abordagem economizou cerca de seis meses de trabalho de engenharia de plataforma. A empresa também relata que integrar uma nova API passou a levar horas, em vez de dias. Esses números descrevem as estimativas e o processo relatados pela MoEngage.