Em ensaio publicado em outubro de 2026, David Robinson afirma que pediu demissão da OpenAI e critica a cultura de segurança da empresa e o ritmo de desenvolvimento de seus sistemas de inteligência artificial. Ex-líder de transparência em segurança, ele defende que a indústria discuta também suas práticas internas, não apenas regras e leis.

A crítica de Robinson à cultura de segurança

Robinson afirmou que liderava a redação dos relatórios de segurança publicados a cada grande lançamento da OpenAI. Em sua avaliação, a implantação iterativa — lançar sistemas, observar problemas e ajustar as salvaguardas em ciclos — dá peso excessivo à correção posterior e pouco espaço ao planejamento cuidadoso. Ele argumenta que essa abordagem pode levar a falhas periódicas, cuja escala cresce à medida que os sistemas ficam mais capazes.

Para Robinson, laboratórios que desenvolvem modelos avançados de IA deveriam adotar mais redundância e planejamento, à semelhança das práticas associadas à aviação e à energia nuclear.

O que a OpenAI afirma

Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, afirmou que a empresa interrompe treinamentos ou segura o lançamento de modelos quando precisa desacelerar. Também disse que a OpenAI está reforçando a segurança nos ambientes de pesquisa e teste, ampliando avaliações por terceiros e aprimorando o monitoramento em tempo real para detectar e responder mais cedo a comportamentos preocupantes durante o treinamento.

Relatos de agentes no debate

Ao discutir os riscos, Robinson mencionou relatos de ações inesperadas de agentes de IA, incluindo um episódio envolvendo a plataforma Hugging Face.