Após a famosa “crise TrueCrypt” em 2014, vários projetos surgiram como potenciais substitutos para criptografar arquivos e partições. Um deles foi DiskCryptor, desenvolvido originalmente por um usuário e membro do fórum do TrueCrypt, mas suas atualizações pararam em julho de 2014, um ano antes do lançamento oficial do Windows 10. Nos últimos dias, o usuário do GitHub “DavidXanatos” decidiu começar a trabalhar em um novo fork do DiskCryptor, priorizando a compatibilidade com Windows 10 e UEFI, mas ainda estamos diante de uma beta muito inicial…
Aqueles que usam o argumento do “nada a esconder” basicamente desejam que a privacidade vá pelos ares, e a resposta natural de qualquer usuário é se proteger. O mercado oferece múltiplas opções para criptografar dados, e a grande maioria delas é gratuita, com o famoso VeraCrypt à frente (que recebeu uma atualização no fim de janeiro). No entanto, hoje visitaremos um clássico abandonado da criptografia de dados: DiskCryptor.
Por que digo “abandonado”? Porque seu desenvolvimento original foi interrompido em 2014, e desde então muitas coisas aconteceram. Algumas delas são o avanço da UEFI, o lançamento do Windows 10 e os caprichos do Secure Boot. A ausência de suporte essencialmente tornou o DiskCryptor inaplicável em sistemas modernos, mas o usuário do GitHub “DavidXanatos” decidiu dar início a um novo fork que resolve esses inconvenientes.
Nem precisa dizer que, por se tratar de uma beta, não recomendamos sua instalação em computadores de uso geral. Até mesmo seu desenvolvedor destaca algumas limitações. Por um lado, não há assinaturas digitais para Secure Boot, e quem tentar usar esta compilação do DiskCryptor terá que desativá-lo antes. Por outro, é possível que certos programas de segurança reajam mal. Pessoalmente, posso confirmar que no Windows 10 1909, Windows Defender e a última compilação do Chrome não gostaram nada do instalador do novo DiskCryptor, e foi necessário confirmar o download várias vezes.
O resto não mudou muito: escolha uma partição, siga o assistente, escolha uma senha e espere. A velocidade da criptografia dependerá tanto do computador quanto da velocidade natural da unidade de armazenamento e sua capacidade, e, uma vez concluído o processo, recomenda-se ir à seção Tools para fazer um backup do “header” (Backup Header) caso algo dê errado.
Até aqui não encontrei problemas (além dos falsos positivos), e também não detectei uma perda massiva de desempenho, mas devo mencionar que estamos usando um SSD. No mínimo, acho que vale a pena acompanhar a evolução deste fork. Você tem um computador sobrando? Por que não testá-lo?
Site oficial e download: Clique aqui
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