O Firefox é o segundo navegador mais popular do mercado, mas a diferença que o separa do Chrome é gigantesca. As mudanças que a Mozilla precisa implementar para recuperar terreno não são apenas políticas, mas também técnicas. O Firefox se apresenta como um navegador mais ou menos estável, com um rico ecossistema de extensões e opções avançadas notáveis, embora seus problemas de desempenho sejam muito bem documentados. O Quantum buscará eliminar todas essas arestas e transformar o Firefox em um verdadeiro demônio da velocidade.

Firefox Quantum: A nova estratégia da Mozilla para um navegador mais rápido
Firefox Quantum

Muito distantes ficaram os picos de inovação e as corridas de desempenho dos navegadores web. Na verdade, não tenho problema algum em dizer que estamos diante de a pior geração de navegadores dos últimos anos, cortesia de um código inchado, um controle de qualidade quase inexistente, constantes vazamentos de memória, ciclos de CPU devorados com loucura e uma total dependência do “sandboxing” na tentativa de conter múltiplos problemas de segurança e estabilidade. Por questões de trabalho, o Firefox é o meu navegador principal e, sendo honesto, acredito que metade de suas funções deveria ser removida. A Mozilla deu baixa no Hello com a versão 49, e muitos pedem o mesmo para o Pocket, mas cortar não é uma solução mágica (e nunca será). O plano da Mozilla é adaptar e reorganizar o Firefox de modo que ele possa enfrentar melhor as demandas da Web nos próximos anos. O nome disso é Quantum.

Firefox Quantum: A nova estratégia da Mozilla para um navegador mais rápido
É cedo demais para encontrar imagens sobre o Quantum. Na verdade, a Mozilla começará com força o seu desenvolvimento no próximo ano.

O que é o Quantum?

A primeira coisa que a Mozilla deixou clara sobre o Quantum é que não se trata de um novo navegador. O Firefox continuará sendo o Firefox, e o Quantum representa a criação de um novo motor, acompanhado de várias otimizações adicionais. O Quantum guardará uma relação bastante próxima com o atual motor Gecko, mas ao mesmo tempo incorporará elementos de outros projetos da Mozilla, como o motor experimental de camadas Servo, escrito em linguagem Rust. Um aspecto para destacar do Quantum é sua ênfase no paralelismo (aproveitando assim todos os núcleos que o processador possuir), e na descarga de tarefas para o processador gráfico. Para encerrar, o Quantum não será uma tecnologia exclusiva de desktops. Seus recursos estarão disponíveis no Android, e a Mozilla espera levar seus benefícios para o iOS, que só permite a execução do WebKit.

Cronograma e expectativas

Os tempos do Quantum são bem relaxados. Em essência, a Mozilla vai usar todo o ano de 2017 para implementar o novo motor, alcançando sua versão final antes do fim desse ano. A promessa de maior velocidade e um scroll mais suave parece muito boa, mas precisamos ver para crer. Por que digo isso? Porque a Mozilla não está em um dos seus melhores momentos e também precisa concluir outros projetos de alto perfil, como o Electrolysis.

Site oficial: