Uma atualização da página de suporte do Google passou a explicar que desenvolvedores e usuários avançados podem desbloquear o bootloader do Googlebook para tentar instalar um sistema operacional personalizado ou testar um aplicativo. O aviso do Google diz que o processo apaga todos os dados e desativa a segurança do dispositivo.

A chegada do notebook e seus recursos iniciais foram tema da cobertura anterior do NeoTeo sobre o Googlebook. O novo ponto é o controle sobre o software que inicia o sistema.

Para que serve desbloquear o bootloader do Googlebook?

O bootloader é o software que carrega o sistema operacional quando o computador é ligado. Desbloqueá-lo altera as proteções aplicadas a esse processo e abre caminho para tentar instalar outro sistema ou testar um aplicativo, como descreve a orientação do Google.

Isso não garante que um sistema específico funcione. O Google afirma que não testou outros sistemas operacionais em aparelhos Googlebook e não pode garantir como eles funcionarão. Portanto, a opção de desbloqueio não equivale a uma confirmação de compatibilidade com Windows 11, Linux instalado diretamente no aparelho ou outro sistema personalizado.

O que muda nos dados e na segurança

O aviso do Google diz que o desbloqueio apaga todos os dados do dispositivo e desativa sua segurança. A empresa também não oferece suporte às modificações e alerta que elas podem causar problemas de hardware, software ou segurança, além de poderem invalidar a garantia.

Linux pelo Terminal, sem desbloquear

Para usar Linux, o Google descreve uma alternativa que não exige alterar o sistema operacional: o aplicativo Terminal oferece um ambiente Linux completo em uma máquina virtual. Nesse caso, o Linux roda em um ambiente criado por software, enquanto o sistema original permanece no aparelho e o bootloader continua bloqueado.

Magisk e os componentes de inicialização

A adaptação do Magisk ao Googlebook está em andamento. O desafio envolve o Headless System User Mode (HSUM), que separa a conta de sistema em segundo plano das contas usadas para executar aplicativos e entra em conflito com a forma atual como o Magisk gerencia o acesso root.

John Wu, desenvolvedor do Magisk, descreveu o Googlebook OS como baseado no Android e citou fastboot, fastbootd — a versão do fastboot que roda em espaço de usuário — e a recuperação do Android entre seus componentes de inicialização. Segundo Wu, no estado que observou, a instalação de imagens por fastboot via USB em um computador exigia cabos especializados.