O usuário médio abandonou a fita magnética há anos, mas o armazenamento em fita prova mais uma vez que ainda tem muito a oferecer. Graças a um novo desenvolvimento conjunto, a IBM Research e a Sony criaram um protótipo de fita magnética com densidade de 201 gigabits por polegada quadrada, o que equivale a um cartucho compacto de 330 terabytes. Considerando que a melhor fita do mercado guarda no máximo 15 terabytes, estamos diante de um avanço extraordinário, e imaginamos que o mundo empresarial não vê a hora de cravar as garras nessa tecnologia.
A demanda por armazenamento só cresce
Os usuários precisam cada vez mais de capacidade de armazenamento em seus computadores, graças a jogos gigantescos e conteúdo 4K, entre outras coisas. Tanto a Western Digital quanto a Seagate oferecem unidades de 12 terabytes, e ainda nos lembramos bem um certo protótipo de SSD com assustadores 60 terabytes. No entanto, quando vamos para o ambiente empresarial, as soluções em fita apresentam números muito interessantes. A próxima geração do padrão LTO chegará a 12,8 terabytes, e a IBM já comercializa seu cartucho 3592 de 15 TB. Claro, as aplicações são bem diferentes, mas isso não tira os méritos de uma tecnologia que está há mais de 60 anos em desenvolvimento.
Um salto gigante no armazenamento magnético
Ontem, o armazenamento magnético deu outro passo gigantesco com a ajuda da IBM Research e da Sony. O resultado é uma nova fita baseada em uma deposição física de vapor conhecida como «sputtering» que guarda no máximo 201 gigabits por polegada quadrada, acompanhada por um sistema de cabeçotes e processamento de sinais especialmente projetado para ler e escrever nessa densidade. Se somarmos o detalhe de que a Sony pode colocar mais de um quilômetro de fita em um cartucho, os cálculos sugerem uma capacidade teórica que vai de 220 a 330 terabytes sem compressão, em algo do tamanho da palma da nossa mão.
Logicamente, a IBM visualiza para a nova fita aplicações de backup em nuvem, armazenamento frio e o ocasional ambiente WORM, mas esses 201 gigabits por polegada quadrada são apenas um degrau. Os porta-vozes da companhia estão convencidos de que a escala do armazenamento em fita continuará subindo nos próximos anos, como vem fazendo até agora.