Em 23 de outubro de 2026, a Voltgrid News relatou que a firma israelense de segurança Lava teria identificado 32 GPUs NVIDIA B300 por telemetria remota em endpoints cujos endereços IP foram geolocalizados na China. O relato situou a publicação da pesquisa da Lava em 22 de outubro. A observação foi feita por meio de dados de rede, não de uma inspeção física dos equipamentos.

Como os endpoints permitiram contar as GPUs

Segundo a Voltgrid News, endpoints do NVIDIA DCGM Exporter estavam expostos na internet sem autenticação e via HTTP. Um endpoint é um ponto de acesso a um serviço de rede; nesse caso, os dados exibiam o nome exato do modelo e identificadores únicos das GPUs. A Lava teria usado essas informações para contar dispositivos individualmente, sem fazer login.

O que a geolocalização dos IPs indica

A geolocalização se refere aos endereços IP dos endpoints. Ela estima a localização de um endereço de rede, mas não determina onde a GPU está fisicamente instalada. Assim, o relato aponta para endpoints com IPs geolocalizados na China, não para uma inspeção das 32 placas em território chinês.

A ligação com a China Telecom também tem uma origem específica: segundo a Voltgrid News, essa associação apareceu na cobertura da DigiTimes, enquanto a pesquisa da Lava não citou a operadora. O relato não identifica quem era proprietário ou operador das GPUs.

O que o achado permite concluir sobre controles de exportação

A Voltgrid News afirma que as vendas de B300 a compradores chineses são barradas pelos controles de exportação dos Estados Unidos. A contagem feita a partir dos endpoints, porém, não determina como as GPUs chegaram à rede, quem as possuía ou se houve violação desses controles.