Em 7 de outubro de 2026, a Meta anunciou medidas de inteligência artificial para identificar anúncios aparentemente inofensivos que podem direcionar pessoas a conteúdo ilegal ou prejudicial fora de suas plataformas. A empresa afirmou ter implantado um sistema que analisa o destino dos anúncios, além do conteúdo exibido.

Meta também analisa para onde o anúncio leva

O novo sistema usa um modelo de linguagem de grande porte (LLM, na sigla em inglês) para identificar o que a Meta chama de signposting: anúncios aparentemente benignos suspeitos de conduzir usuários, de forma disfarçada, a material ilegal ou a outras atividades nocivas em sites externos.

A análise do destino se soma à avaliação do anúncio em si. A Meta diz que pode bloquear destinos que violem suas regras e tomar medidas contra as contas responsáveis.

Outras medidas de IA anunciadas

A empresa também anunciou varreduras adicionais em anúncios para encontrar conteúdo relacionado à exploração sexual infantil que sistemas anteriores não detectaram. Um agente de IA de red teaming — técnica que testa defesas procurando pontos fracos — deve sondar os sistemas da Meta em busca de vulnerabilidades e de táticas que possam se espalhar. A Meta também reforçou a detecção de pessoas que tentam criar novas contas após a remoção de contas anteriores.

Os números divulgados pela Meta para janeiro a junho de 2026

Em dados referentes ao Facebook e ao Instagram, a Meta reportou ter tomado medidas em relação a 33,2 milhões de conteúdos ligados à exploração sexual infantil no mundo entre janeiro e junho de 2026. Segundo a empresa, mais de 97% desses conteúdos foram encontrados e tratados antes de uma denúncia.

Para a Índia, a Meta reportou 5,3 milhões de conteúdos tratados nas mesmas plataformas e no mesmo período; mais de 98% foram encontrados e tratados antes de uma denúncia. Esses percentuais descrevem os conteúdos sobre os quais a empresa agiu, e não o desempenho medido do novo detector de anúncios.