Em publicação de 12 de outubro de 2026, a Meta afirmou que implantou o Media over QUIC (MoQ) para a ingestão de vídeo ao vivo do Instagram Live no iOS e no Android, após meses de experimentação. A mudança acontece na entrada do vídeo no serviço: uma camada na borda converte os quadros MoQ para o formato RUSH que o backend existente espera. A Meta descreve a implantação e sua arquitetura.
A empresa relatou que MoQ igualou o RUSH nos indicadores de qualidade de transmissão e nas medidas de confiabilidade usados na implantação. Esse resultado é de paridade, não uma melhoria de desempenho relatada. A Meta escolheu o Instagram Live como primeira carga de trabalho MoQ por operar em grande escala e exigir bastante da ingestão.
O que o protocolo define — e em que estágio está
MoQ é um protocolo de transporte para dados de mídia. No rascunho do IETF, o MOQT organiza a comunicação no modelo publicação/assinatura: publicadores enviam objetos em faixas, e assinantes os recebem diretamente ou por relés. O protocolo é independente do conteúdo; documentos de formato definem como tipos específicos de mídia são empacotados. O rascunho prevê uso sobre QUIC ou WebTransport. O documento do IETF define esse escopo e identifica a especificação como Internet-Draft ativa, revisão 22, atualizada em 1º de outubro de 2026.
Isso situa a implantação em produção da Meta junto a um protocolo cuja especificação de transporte ainda estava em desenvolvimento na fotografia de outubro de 2026: não era um RFC publicado. A página do grupo de trabalho do IETF listava dezembro de 2026 como prazo planejado para solicitar ao IESG o encaminhamento do protocolo de publicação e assinatura. O grupo Media Over QUIC aparece como ativo no IETF.
Como MoQ se conecta ao backend RUSH
A Meta descreve um publicador MoQ no cliente, construído com a biblioteca moxygen e integrado à pilha QUIC mvfst. Um parâmetro de configuração seleciona MoQ ou RUSH para cada transmissão. No servidor, o grupo experimental determina o encaminhamento das transmissões elegíveis para endpoints compatíveis com MoQ; a Meta diz que consegue redimensionar o experimento em minutos.
A conversão na borda mantém o backend existente, que espera o formato RUSH, sem exigir que ele passe a consumir MoQ nesta etapa. A empresa descreve o consumo nativo de MoQ pelo backend como um passo futuro.
| Dimensão | Ingestão descrita pela Meta | Próximas etapas descritas pela Meta |
| Backend | Endpoints na borda convertem quadros MoQ para RUSH antes de encaminhá-los ao backend existente. | Fazer o backend consumir MoQ nativamente. |
| Alcance do MoQ | Ingestão de vídeo ao vivo do Instagram Live no iOS e no Android. | Ampliar o uso para outros aplicativos da Meta e avançar para entrega e reprodução ao vivo de ponta a ponta. |
| Fallback TCP | A Meta diz que o fallback atual depende do RUSH. | Usar QMUX como fallback TCP padronizado. |
A escolha entre TCP e QUIC acontece no início da transmissão, conforme qual handshake vence. Segundo a Meta, algumas redes corporativas e de operadoras bloqueiam ou limitam UDP/443; por isso, o fallback TCP atual continua ligado ao RUSH, enquanto QMUX permanece nos planos da empresa.