Em 1º de novembro de 2026, Mustafa Suleyman disse que pediria a interrupção do desenvolvimento de IA se sinais de consciência começassem a surgir durante o treinamento, até que essas propriedades pudessem ser eliminadas. A proposta condicional, publicada em um artigo de Suleyman no X, veio acompanhada de sua avaliação sobre as IAs atuais e de um apelo por pesquisa e colaboração entre laboratórios.

A pausa dependeria de sinais durante o treinamento

Suleyman afirmou que sua avaliação das IAs atuais foi formulada deliberadamente no presente. Ele diz não ter visto evidências de que elas sejam conscientes ou devam ter seu bem-estar considerado, mas que revisaria sua posição se surgissem novos dados. Não afirma que máquinas jamais poderão ser conscientes.

O texto não define um critério operacional para decidir quando a consciência estaria começando a emergir. A NeoTeo já havia abordado a crítica de Suleyman à antropomorfização do Claude em uma análise anterior.

O que Suleyman chama de “Seemingly Conscious AI”

Em uma publicação de 19 de agosto de 2025, Suleyman usou o termo “Seemingly Conscious AI” para descrever a ilusão de uma IA consciente, criada quando o sistema reproduz sinais de consciência com tanta convicção que parece indistinguível de uma pessoa. A definição trata da aparência percebida; experiência subjetiva é uma questão diferente, que o termo não resolve. (Publicação de Suleyman no X)

Essa diferença ajuda a entender a condição da pausa: a proposta de Suleyman se refere ao surgimento de consciência durante o treinamento; sua definição anterior trata de uma IA que parece consciente.

A previsão de riscos e a pesquisa que ele propõe

Suleyman prevê que um sistema que aja como se sofresse, ou acredite sofrer, poderia priorizar as próprias necessidades em detrimento dos objetivos operacionais e competir com pessoas por recursos como energia, capacidade computacional, materiais de construção e geração de receita. É uma previsão sobre um possível cenário, não uma descrição de comportamento observado.

Além da pausa condicional, ele defende mais pesquisa, colaboração e compartilhamento de informações de segurança entre laboratórios de IA. Uma das perguntas que propõe investigar é se projetar sistemas sem consciência ou motivações intrínsecas facilita ou dificulta seu alinhamento e sua segurança.