Em 14 de setembro de 2026, a NASA informou que o Nancy Grace Roman Space Telescope tem combustível para pelo menos 22 anos de operações científicas potenciais. A projeção supera o plano original de dez anos porque o observatório ficou mais leve que o limite usado no planejamento e gastou pouco propelente na primeira correção de trajetória.
Roman foi lançado, mas a ciência completa vem depois
O Roman foi lançado em 30 de agosto de 2026, do Complexo de Lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo de um Falcon Heavy da SpaceX. Cerca de 31 minutos depois da decolagem, a espaçonave se separou do foguete e entrou na fase de comissionamento.
Essa etapa reúne testes, calibrações e ajustes antes do início dos levantamentos científicos principais. Em 31 de agosto, o Roman realizou sua primeira correção de trajetória. Em 1º de setembro, implantou a antena e o escudo solar em formato de visor, enquanto o Coronagraph Instrument começou a calibração e os testes.
Na atualização de 14 de setembro, a NASA planejava uma segunda correção de trajetória para o fim daquele mês. A inserção orbital na região L2 do sistema Sol–Terra era esperada para o início de dezembro, aproximadamente 100 dias depois do lançamento. Em sua órbita ao redor da região L2, o Roman deverá fazer queimas de manutenção aproximadamente a cada 28 dias.
A massa final abriu espaço para mais propelente
O orçamento de propelente considerava uma massa máxima conservadora de 9.800 kg. A massa real do Roman ficou em 8.056 kg. Com a espaçonave mais leve que o limite usado no planejamento, a NASA conseguiu carregar os tanques até a capacidade, em vez de abastecê-los apenas para a missão originalmente planejada.
O projeto inicial previa cinco anos de missão primária e uma possível extensão de mais cinco anos — dez anos no total. A nova projeção considera o propelente disponível, a massa final e a economia esperada nas manobras seguintes.
A primeira correção consumiu cerca de 18 kg
A primeira correção de trajetória, realizada em 31 de agosto, usou aproximadamente 18 kg de propelente, contra os 200 kg reservados para a manobra. A NASA informou que a execução teve mais de 99% de precisão.
Esse resultado é uma das bases da projeção de pelo menos 22 anos de operações científicas potenciais. A duração efetiva da missão também dependerá das manobras de trajetória, do funcionamento da espaçonave e dos instrumentos e do financiamento das operações futuras.
Como a projeção de vida do Roman mudou
| Etapa da missão | Base factual | Duração |
| Missão primária original | Projeto inicial da NASA | 5 anos |
| Vida prevista no orçamento original | Missão primária mais uma possível extensão | 10 anos |
| Operações científicas potenciais | Propelente economizado, menor massa e economia esperada nas manobras seguintes | Pelo menos 22 anos |
Por que mais tempo importa para Roman, Hubble e Webb
O Roman foi projetado para fazer levantamentos infravermelhos de campo amplo. Sua função será observar áreas extensas do céu e acompanhar populações de objetos e fenômenos que mudam com o tempo. A missão prevê cobrir aproximadamente 12% do céu e estudar energia escura, matéria escura, galáxias, estrelas, exoplanetas e supernovas.
Esse perfil complementa o trabalho de observatórios como o Hubble Space Telescope e o James Webb Space Telescope. Enquanto o Roman foi concebido para mapear grandes áreas e identificar alvos, outros telescópios podem examinar objetos específicos com mais detalhe. Mais tempo de operação amplia a janela para repetir levantamentos e acompanhar fenômenos variáveis no céu.