Muitos usuários desejam manter seus computadores “à vista” por razões estéticas e para acessar suas portas ou realizar manutenção com mais facilidade. No entanto, também há usuários que adorariam esconder tudo, fazendo desaparecer cabos e gabinetes igualmente. O conceito de “computador invisível” não é novo, mas se há alguém que pode otimizá-lo ao máximo, é o Matt do canal DIY Perks. Sua última versão é realmente espetacular e, obviamente, utiliza o melhor hardware.
Dizem que sobre gostos não há discussão, e os computadores não são exceção. Alguns usuários os enchem de RGB, outros preferem uma caixa preta básica, outros usam qualquer objeto ao alcance (tudo pode ser um gabinete se houver coragem)... e depois estão os que querem que eles desapareçam.
Não me refiro apenas a ocupar menos espaço, mas também a ocultar os cabos. Já tive sessões de assistência técnica em que resolvi o problema em quinze minutos, mas precisei passar a próxima hora e meia escondendo cabos a pedido do cliente. Agora, existem sistemas que reduzem a quantidade de conexões físicas, mas Matt não pega atalhos. Quando ele fala em computadores invisíveis, espere algo assim:
O melhor computador invisível da web?
Matt usou uma das mesas FlexiSpot como base, mas decidiu criar a “mesa” oca em alumínio, que além de ser leve e resistente o suficiente para essa aplicação, não apresenta tantas dificuldades na hora de cortar e perfurar. No entanto, a verdadeira “estrela” desse design é a plataforma que esconde monitor, teclado e mouse. Por meio de uma combinação complexa de dobradiças, molas e suportes, Matt pode levantar a tampa e “revelar” a tela, ao mesmo tempo que o teclado e o mouse sobem até o nível da mesa.
Montar o painel OLED foi um processo de arrepiar, pois além de exigir ajustes especiais no suporte de alumínio, pode se tornar um erro extremamente caro (US$ 2.000) se algo der errado. A configuração de hardware é baseada em um Intel Core i9-13900K e uma placa Nvidia RTX 4090, ambos refrigerados a líquido. O problema é que os AIOs tradicionais são grandes demais, mas Matt encontrou a solução em um sistema personalizado que combina suportes de latão, 40 dissipadores de servidor e ventiladores ultrafinos (os mesmos que usou em seu projeto para o PS5). Infelizmente, isso não funcionou tão bem no início (é preciso dissipar mais de 800 watts), e ele foi obrigado a substituir tanto os ventiladores quanto os dissipadores.
Para finalizar, Matt deixou de lado o revestimento usado na versão anterior (que descasca com o tempo) e instalou uma bela madeira de carvalho, cobrindo todo o alumínio da mesa. Em resumo, a primeira versão do computador invisível foi excelente, mas esta está em um nível completamente diferente. Um sonho.