Existe vida além do «pico do navegador»? Os navegadores podem continuar evoluindo sem estragar aspectos como funcionalidade básica ou desempenho? A equipe da Opera acredita que sim e recentemente compartilhou sua nova visão, chamada Opera One.
Depois de analisar as últimas decisões em matéria de navegadores, é lógico que o usuário queira sair correndo. O Google Chrome está cada vez mais lento, a Microsoft destruiu o Edge em tempo recorde, o Firefox permanece preso em sua própria nebulosa e as alternativas não decolam. Pessoalmente, não me afastei do Ungoogled Chromium, uma experiência básica e minimalista se comparada a outros navegadores, mas muitos usuários querem que o navegador saia do meio, ou como alternativa, que suas funções secundárias não atrapalhem.
A equipe da Opera fez sua própria leitura da situação, e sua primeira expressão é Opera One. Este novo navegador ainda depende do código Chromium em seu núcleo, mas possui uma interface completamente diferente, inspirada no famoso Modular Design. A isso se soma uma nova administração de abas, integração inicial com ChatGPT e um compositor com maior ênfase no multithreading.
Opera One: o futuro dos navegadores, segundo a Opera
O design modular do Opera One não apresenta muitas surpresas na superfície. Priorizar a seção esquerda da interface é algo característico da Opera, com uma barra lateral que inclui atalhos para o TikTok e serviços de mensagens como WhatsApp e Facebook Messenger. No entanto, há dois ícones que se destacam: ChatGPT e ChatSonic.
O Opera One não apenas demonstra uma relação mais estreita com esses chatbots, mas também traz suporte para obter “AI Prompts”. Basicamente, a ideia é selecionar o texto de uma página e solicitar a um dos modelos uma breve explicação ou uma tradução. Tanto o ChatGPT quanto o ChatSonic exigem contas separadas, e o ChatSonic limita sua oferta gratuita a 10 mil palavras para usuários do Opera.
De longe, a mudança mais importante do Opera One aparece em sua gestão de abas, com o conceito de “ilhas”. Em vez de ter uma linha interminável de abas (como acontece nos navegadores tradicionais), as “ilhas” agrupam as abas automaticamente, obedecendo a fatores como domínio ou contexto. Para economizar espaço, basta clicar na cor de cada ilha. Isso faz desaparecer os títulos, mas podemos voltar a qualquer aba usando Ctrl+Tab.
Para finalizar, Opera One busca um melhor desempenho com seu compositor multithreading. O que isso significa? Que todos os elementos ativos “desenhados” ou “pintados” no navegador agora são executados em um thread separado, em vez de usar o thread da interface do usuário. Dessa forma, a Opera espera reduzir os problemas de lag e stuttering que muitos navegadores sofrem ao executar animações e efeitos básicos.
Quem quiser testar o Opera One poderá baixá-lo sem restrições, mas estes são os primeiros passos de um navegador em acesso antecipado. A Opera planeja mudar, adicionar ou remover recursos seguindo os comentários e as necessidades dos usuários. Com isso em mente, o Opera One envia muita telemetria por padrão, no entanto, esse comportamento pode ser modificado no momento da instalação.
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