O ORISA é um framework de perícia de memória que reconstrói e re-hospeda contextos de conversas apagadas a partir de artefatos preservados na memória de processo de apps locais de modelos de linguagem (LLMs) para Android. Em uma demonstração da Georgia Tech, a sessão restaurada devolveu 26 dos 100 fatos fornecidos; esse resultado pertence àquele experimento.
Como o ORISA reconstrói uma sessão
O artigo do IEEE descreve o uso de tokens por lote e caches de chave-valor (KV) que permanecem na memória de processo do app. O ORISA usa esses artefatos para reconstruir sequências de tokens e restaurar estados de atenção da sessão. O resultado é uma sessão re-hospedada, independente do aplicativo original.
O que a demonstração Project Note Keeper recuperou
A Georgia Tech descreveu um teste com o assistente fictício Project Note Keeper, criado no app Android ChatterUI. Depois de fornecer 100 fatos fictícios sobre um projeto e apagar a conversa, os pesquisadores pediram que a sessão restaurada listasse as anotações. A sessão original ainda acessava 14 fatos; a restaurada devolveu 26.
| Sessão na demonstração | Resultado entre os 100 fatos fornecidos |
| Original | 14 fatos ainda acessíveis |
| Re-hospedada | 26 fatos retornados |
O que os resultados do estudo medem
A avaliação relatada no artigo do IEEE abrangeu 60 configurações de sessão, 10 apps LLM locais para Android e três arquiteturas de modelo. O resumo informa recuperação de 100% dos tokens e tensores da cache KV dentro da janela de contexto ativa. Também relata que as sessões re-hospedadas revelaram, em média, 169,6% do conhecimento da sessão original.
Essas medidas descrevem aspectos diferentes do estudo: a recuperação de tokens e tensores se limita à janela de contexto ativa, enquanto o valor de 169,6% compara o conhecimento revelado pelas sessões re-hospedadas com o da sessão original.
O estudo trata de apps locais no Android
O trabalho avalia artefatos na memória de processo de apps LLM locais para Android. Ele não trata da recuperação de históricos de contas em serviços de nuvem nem de toda conversa apagada em qualquer app de IA.
Nos apps locais estudados, informações da conversa podiam permanecer na memória de processo após a exclusão. Segundo a Georgia Tech, a atividade normal do celular pode sobrescrever essa memória e dificultar a recuperação.