Em 18 de outubro de 2026, a Phoronix noticiou que uma série de patches do kernel Linux, datada de 15 de outubro e então descrita como pendente, propunha remover flushes de cache por software nas transições de memória entre KeyIDs do Intel Trust Domain Extensions (Intel TDX). A justificativa reproduzida pela publicação, atribuída ao engenheiro de software da Intel Rick Edgecombe, é que o hardware TDX finalizado consegue lidar com a questão relevante sem ajuda do software. A notícia da Phoronix sobre a proposta também aponta que a mudança simplificaria o código do kernel.
O papel do KeyID no TDX
O TDX protege máquinas virtuais confidenciais chamadas Trust Domains (TDs). No mecanismo Multi-Key Total Memory Encryption (MKTME), a memória de cada TD é criptografada com uma chave AES exclusiva; o KeyID identifica qual chave usar em uma solicitação de memória. A orientação de segurança da Intel, atualizada em 10 de março de 2026, descreve esse funcionamento e também trata de riscos ligados ao cache.
O que a Intel diz sobre canais laterais de cache
A proposta relatada trata da retirada de uma etapa específica de software nas transições entre KeyIDs. Em sua orientação, a Intel descreve outro comportamento: em certas configurações, um monitor de máquina virtual (VMM) não confiável, com privilégios no sistema, pode observar padrões de acesso à memória na granularidade de uma linha de cache. Segundo a Intel, os ataques descritos revelam esses padrões, mas não os dados armazenados nos endereços acessados.
A Intel recomenda evitar acessos à memória que dependam de segredos e orienta que o software não dependa da presença ou ausência dos fluxos de coerência associados aos KeyIDs, que podem mudar em processadores futuros.
O que a proposta informa sobre desempenho
A Phoronix relata que o resultado previsto é um código do kernel mais simples. A notícia não informa um efeito esperado sobre o desempenho nem apresenta um ganho medido.