Em entrevista publicada em 20 de outubro de 2026, Sundar Pichai disse que seria muito difícil atender um cliente que pedisse ao Google Cloud capacidade de computação para 2027. O CEO explicou que a empresa prioriza os recursos usados pelo Google DeepMind em pesquisa e no desenvolvimento de modelos de IA de fronteira antes de planejar a capacidade para as demais áreas do Google.

Por que o Google DeepMind tem prioridade

Capacidade de computação é o poder de processamento disponível para executar tarefas como treinar modelos de IA. Pichai disse que o Google Cloud abre mão de parte da receita de curto prazo ao direcionar esses recursos para o desenvolvimento de IA de fronteira. Na ordem de alocação que descreveu, o Google DeepMind recebe primeiro o acesso necessário à pesquisa e aos modelos; depois, o Google planeja a capacidade para os outros negócios.

Essa prioridade ajuda a explicar a dificuldade apontada para pedidos de 2027. Pichai não descreveu uma recusa geral de clientes: afirmou que atender um pedido para aquele ano seria muito difícil.

O planejamento de capacidade começa anos antes

Pichai disse que o Google planeja suas necessidades de computação com dois a três anos de antecedência e que a capacidade atual reflete decisões tomadas em 2024. Ele relacionou esse prazo aos longos ciclos de construção e aquisição de infraestrutura.

O CEO também citou memória, energia elétrica, eletricistas e terrenos como possíveis gargalos na expansão da capacidade. Esses fatores ajudam a explicar por que o planejamento de recursos não acompanha necessariamente a demanda de curto prazo.

Computação alugada para alguns clientes

Pichai relatou que, no ano anterior à entrevista, o Google alugou capacidade de computação por curto prazo para atender alguns clientes. Foi uma medida pontual de apoio descrita por ele, enquanto as solicitações para 2027 permaneciam difíceis de acomodar.