PlugMate e PlugClaw executam o PlugOS em hardware separado do celular ou computador usado como anfitrião. O PlugClaw acrescenta uma máquina virtual (VM) com Ubuntu e o agente de IA OpenClaw, segundo a avaliação prática de Mena Bassily, da CNX Software. A separação cria um ambiente próprio para os aplicativos, mas a conexão continua usando a rede do anfitrião; na unidade testada pela CNX, o firewall estava desativado por padrão. A avaliação da CNX Software

Uma base PlugOS, duas configurações

Os dois aparelhos são mini computadores USB-C da TrustKernel, identificados como PS01. A diferença prática está no software adicional do PlugClaw: a CNX Software relata que ele executa o OpenClaw em uma VM Ubuntu. No teste de Bassily, o agente conseguiu operar a calculadora, embora devagar; uma tarefa para localizar e instalar um aplicativo parou diante de um desafio do Cloudflare. Para ativar o agente, o teste exigiu um código de uso único enviado por telefone ou e-mail.

ProdutoSoftware descritoConfiguração avaliada pela CNX Software
PlugMatePlugOS, baseado no Android 14 segundo a página oficial4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento
PlugClawPlugOS, com VM Ubuntu executando OpenClaw segundo a avaliação6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento

A página oficial do PlugMate lista o processador MediaTek Helio G80, dimensões de 50 × 19 × 8 mm e construção em alumínio e PC. Também especifica uma interface macho USB Type-C de 480 Mbps e entrada máxima de 5 V/1 A. Esses são dados publicados pela TrustKernel para o PlugMate, não especificações que devam ser estendidas automaticamente ao PlugClaw. Veja as especificações do PlugMate publicadas pela TrustKernel.

O que a separação protege — e o que passa pelo anfitrião

O PlugOS mantém aplicativos e dados no hardware do mini computador, em vez de executá-los diretamente no celular ou PC conectado. Mas o anfitrião continua fornecendo energia, tela, entrada e acesso à rede. A CNX Software relata que o tráfego de saída dos aparelhos passa pela rede do anfitrião: trocar a localização GPS vista pelos aplicativos não altera o endereço IP público dessa conexão nem impede a localização baseada em IP.

O sistema também oferece identificadores de dispositivo e dados de SIM simulados. Eles não substituem um modem ou um chip SIM real: segundo a CNX, os aparelhos não têm modem nem entrada para SIM e não fazem chamadas nem recebem mensagens de texto. É uma fronteira entre ambientes de computação, não uma conexão móvel independente.

O PlugOS inclui controles de rede por aplicativo. Ainda assim, o firewall estava desligado por padrão na unidade avaliada pela CNX. Quem usar o aparelho para separar aplicativos deve conferir essa configuração no próprio dispositivo. A unidade testada também mostrava um patch de segurança datado de 5 de agosto de 2025; essa observação se refere ao aparelho avaliado por Bassily.

Compatibilidade, calor e cuidados de uso

Review em inglês da J.Force Gaming: demonstração do PlugMate, da configuração às opções do PlugOS, com observação do criador sobre aquecimento durante o uso.

A TrustKernel lista compatibilidade com Android, iOS, Linux, Windows e macOS para o PlugMate, com requisitos específicos para alguns aparelhos: iPhone 15 ou posterior e Macs com Apple Silicon M1 ou posterior. A experiência da CNX mostra por que vale olhar além da lista geral: o cliente não pôde ser instalado no Mac Intel de 2017 usado no teste. A CNX também relata que alguns celulares Android podem exigir o modo de compatibilidade, que reduz o desempenho.

No PlugMate testado, a CNX registrou 306 pontos em núcleo único e 782 em múltiplos núcleos no Geekbench 7. A equipe também relatou reprodução de vídeos do YouTube em 1080p sem travamentos e desempenho cotidiano semelhante ao de um celular. São observações daquele teste, não uma comparação padronizada entre os dois modelos.

J.Force Gaming, que publicou uma demonstração prática em inglês, também relata que o PlugMate esquenta durante o uso. A CNX recomenda desligar o aparelho pelo PlugOS antes de removê-lo: desconectar sem desligar pode corromper o sistema de arquivos eMMC.

PlugMate ou PlugClaw: qual faz mais sentido?

O PlugMate atende a quem procura o ambiente PlugOS separado sem a camada de agente descrita para o PlugClaw. O PlugClaw se destina a quem também quer experimentar o OpenClaw operando aplicativos; os testes relatados mostram uma tarefa simples concluída e outra interrompida, então não há base para tratar o agente como automação garantida de qualquer fluxo de trabalho.

Para quem quer apenas separar aplicativos no mesmo aparelho, a CNX Software também compara esses dispositivos com espaços de software como Xiaomi Second Space, Android Private Space e Samsung Secure Folder. Esses ambientes ficam no próprio anfitrião; PlugMate e PlugClaw usam hardware separado, mas continuam dependendo do anfitrião para a rede e para a interação com a tela e os controles.