Uma proposta divulgada em 5 de outubro de 2026 prevê suporte básico à família Google Tensor G5 e aos Pixel 10, Pixel 10 Pro e Pixel 10 Pro XL no Linux 7.4. O pedido também propõe o novo símbolo de arquitetura ARCH_GOOGLE e arquivos iniciais de device tree — descrições que ajudam o kernel a identificar a configuração de hardware de cada aparelho.
O que a proposta para o Linux 7.4 abrange
Os três celulares são identificados pelos codinomes Frankel (Pixel 10), Blazer (Pixel 10 Pro) e Mustang (Pixel 10 Pro XL). O escopo descrito para eles é básico: trata-se de trabalho inicial no kernel, não de suporte completo a todos os componentes do telefone.
O pedido propõe ARCH_GOOGLE para a família Tensor G5, de codinome Laguna. A justificativa é que o G5 seguiu um caminho próprio em relação aos primeiros projetos Google GS101, derivados de SoCs da Samsung. A proposta, assim, separa o Tensor G5 da arquitetura usada anteriormente para esses projetos.
A configuração reportada do Tensor G5 inclui:
| Componente | Especificação |
| CPU | 1 núcleo Cortex-X4, 5 Cortex-A725 e 2 Cortex-A520 |
| GPU | Imagination PowerVR DXT-48-1536 |
| Memória | LPDDR5X |
| TPU | 4th Gen TPU |
O Pixel 10 pode virar um celular Linux completo?
Não com base nesse trabalho básico. Em uma etapa anterior, a inicialização do Pixel 10 com Linux mainline chegava a um prompt serial UART a partir de um initramfs. Naquele estágio, o processo dependia de um bootloader ainda não lançado e não contava com os drivers e recursos necessários ao uso normal de um smartphone.