A privacidade e a neutralidade na rede foram pelos ares do outro lado do oceano, vários governos insistem na ideia de regular a Web, e os usuários se sentem cada vez mais desprotegidos. As redes privadas virtuais se tornaram uma linha de defesa básica para quem deseja, no mínimo dificultar o rastreamento online, mas nem todos estão dispostos a enfrentar o custo mensal adicional. É aí que surge ProtonVPN, um novo serviço criado pela equipe do ProtonMail, com quatro planos diferentes, incluindo um gratuito.
Do ProtonMail ao ProtonVPN
A primeira vez que falamos sobre ProtonMail foi em maio de 2014. Lavabit tinha mordido a poeira depois do «escândalo Snowden», e, em essência, aquelas alternativas de e-mail seguro além dos recursos tradicionais (por exemplo, PGP) desapareceram. Lavabit anunciou um retorno parcial em janeiro passado, mas o vazio original deu lugar a uma nova série de serviços cujo objetivo é oferecer e-mail privado e robusto, sem elementos externos espiando. Um desses serviços é ProtonMail, criado pelo departamento de pesquisa do CERN. ProtonMail começou com uma beta muito limitada, liberou seu acesso ao público em março de 2016, e hoje possui mais de dois milhões de usuários. Muitas coisas aconteceram desde sua estreia, e ter uma conta de e-mail seguro não é suficiente. Milhões de usuários lá fora buscam uma VPN gratuita que não apunhale pelas costas, e diante dessa demanda, chega ProtonVPN.
Planos e limitações
O serviço permaneceu em fase beta durante doze meses protegendo cerca de dez mil usuários, mas seus responsáveis indicam que tudo está pronto para o lançamento geral. ProtonVPN se divide em quatro planos. Apenas um deles é gratuito, e traz algumas limitações importantes, incluindo o número de países com servidores (três), o suporte para um único dispositivo, uma velocidade de conexão reduzida, e o detalhe de que não redireciona tráfego IPv6. No entanto, ProtonVPN destaca que as contas gratuitas permanecerão assim para sempre, ou seja, não haverá custos ocultos nem restrições surpresa.
ProtonVPN sustenta suas finanças através de doações e, claro, da assinatura de planos avançados, que variam de 4 a 24 dólares mensais. Nesses casos, oferece um número maior de países, mais velocidade e medidas adicionais de segurança. Assim como acontece com ProtonMail, ProtonVPN está na Suíça, fora das jurisdições da União Europeia e dos Estados Unidos, portanto, é um bom ponto de partida para quem deseja avaliar uma VPN sem assumir um compromisso financeiro.