A chamada «Internet das Coisas» propõe adicionar certo grau de conectividade e inteligência a quase todos os acessórios de uma casa, mas há casos em que isso não parece ser a ideia mais brilhante. É assim que chegamos à Smarttress, um colchão inteligente capaz de detectar um uso inadequado, ou melhor, quando seu parceiro está te traindo com outra pessoa.
Até que ponto é lógico interagir digitalmente com as coisas que existem em nossa casa? Alguns exemplos apresentam vantagens consideráveis, como desligar o ar-condicionado com uma mensagem de texto, programar a cafeteira para que a deliciosa bebida esteja pronta no momento exato, ou ajustar o termostato antes de chegar e tomar uma ducha. Mas não são poucos os que questionam o raciocínio por trás da Internet das Coisas. Em primeiro lugar, sabemos que ela é fundamentalmente insegura se não for configurada corretamente, e em segundo lugar, será que realmente queremos ter controle de tudo? Se vamos tentar responder a essa pergunta, primeiro vejamos de perto a Smarttress, um colchão inteligente projetado com um objetivo muito particular.
Sim, isso mesmo: a proposta da Smarttress é detectar e reportar o momento em que seu parceiro está sendo infiel a você. Depois da música dramática no vídeo e do fato de destacar a Espanha como um dos países com maior percentual de infidelidade do mundo (oitavo lugar, para quem quiser saber), a Smarttress promete que toda essa dúvida ficará no passado graças à sua capacidade de detectar vibrações e pulsações associadas ao coito tradicional. A telemetria é enviada para seu smartphone por meio de um aplicativo compatível com iOS e Android, mas aparentemente não é só isso, já que seu algoritmo consegue diferenciar coisas como o pulo do gato ou do cachorro para subir na cama.
A Smarttress ainda não tem preço, nem data de disponibilidade, o que por um momento me faz pensar em uma brincadeira de primeiro de abril... mas o 1º de abril está longe no calendário. Claro, o problema não é a tecnologia em si, porque sensores de pressão e movimento não são novidade. Na verdade, os problemas são vários. Para começar, ninguém que se considere esperto vai ser infiel no mesmo teto que divide com o parceiro, pois a possibilidade de erro é grande demais. Depois, imagino que os donos de cachorros sabem o que é ter uma adorável besta peluda pulando e correndo em círculos por dez minutos no colchão até ficar exausta. E para fechar, nunca faltam crianças de 7 e 8 anos entrando escondidas no quarto dos pais e iniciando uma guerra de travesseiros impiedosa «só porque não podem estar lá». Além disso, quem precisa de um colchão para destruir relacionamentos? Facebook e WhatsApp fazem um excelente trabalho...