Em reportagem publicada em 16 de outubro, o The Telegraph afirmou, com base em quatro pessoas familiarizadas com conversas sobre o assunto, que Elon Musk propôs a Donald Trump reduzir a velocidade do Starlink na Ucrânia e que Trump concordou. Trump negou responsabilidade e Marco Rubio afirmou que ninguém ordenou a redução. A acusação e as negativas foram registradas em relatos publicados em meio à controvérsia sobre o serviço no país.
O que foi atribuído a Musk e Trump
A reportagem do The Telegraph descreveu uma proposta de Musk para reduzir a velocidade do Starlink na Ucrânia e disse que Trump teria concordado. O relato original do jornal atribuiu essa informação a quatro pessoas familiarizadas com as conversas.
Trump negou ter participado da decisão e disse que não acreditava que Musk fosse responsável. Marco Rubio também afirmou que ninguém ordenou a redução da velocidade. A declaração pública de Rubio está neste post:
Em postagem própria, Musk disse que os limites de velocidade ou de uso do Starshield são decididos pelas Forças Armadas dos Estados Unidos e, em última instância, pelo presidente. Ele se referia ao Starshield, serviço distinto do Starlink.
O limite relatado e os efeitos nas operações
O El Español relatou que terminais militares ucranianos do Starlink enfrentavam um limite de 100 mph (161 km/h). A publicação atribuiu interrupções a drones de ataque, interceptadores, voos de reconhecimento e estações de retransmissão de comunicações. Serhii Beskrestnov, assessor presidencial ucraniano, disse que as forças do país não receberam aviso prévio sobre a restrição.
Volodymyr Zelenskyy afirmou que testes ucranianos indicavam que terminais funcionavam acima de 180 km/h em território da União Europeia, enquanto a conexão era cortada na Ucrânia acima de 161 km/h. O presidente também descreveu o serviço no país como ainda abaixo da velocidade normal. (Yahoo Finance relatou as declarações de Zelenskyy.)
A diferença entre esses relatos e as negativas sobre quem ordenou a redução deixa duas questões distintas em cena: o desempenho atribuído aos terminais ucranianos e a responsabilidade pela medida. A conexão era usada em operações que incluíam comunicações militares, drones e retransmissão de sinais.
Starlink, Starshield e a conectividade militar
O Starlink é o serviço de internet via satélite da SpaceX; o Starshield é um serviço voltado ao uso militar. Os dois compartilham tecnologia e rede de satélites, mas não são nomes intercambiáveis. A cobertura da Yahoo Finance relatou que a Ucrânia usava ambos e também registrou a afirmação de Rubio de que o Starshield não estava disponível ao país.
A conectividade por satélite tem papel nas comunicações militares e no controle de drones, funções citadas nas reportagens sobre os efeitos atribuídos às restrições. Em outro episódio, a cobertura da NeoTeo sobre alegações de interrupção do Starlink no Irã trata de um contexto diferente.
As medidas contra o uso russo são outro caso
A Ucrânia afirmou que forças russas estavam usando cada vez mais sistemas Starlink em drones de ataque para contornar a guerra eletrônica ucraniana. Em relato separado, a Ukrinform informou que Musk disse que as medidas da SpaceX para impedir o uso não autorizado do Starlink por russos pareciam estar funcionando. Essas medidas têm como alvo o acesso russo, enquanto a controvérsia anterior envolve limites de velocidade relatados para terminais ucranianos. (Ukrinform)
O horizonte das alternativas europeias
A União Europeia desenvolve um projeto de satélites com lançamento previsto para 2029, segundo a Semafor. A publicação também apontou a Amazon Leo como uma opção de curto prazo para a Europa, citando um especialista ouvido pelo Politico. (Semafor.)