O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria dado à Meta 48 horas, em 10 de outubro, para explicar possíveis restrições ao alcance de conteúdos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no Instagram. A France 24, em reportagem publicada no dia 11 com crédito à AFP, relatou o pedido. A solicitação, tal como descrita, buscava esclarecimentos sobre o caso; não era uma decisão sobre interferência eleitoral.
O que a campanha de Lula alegou
A campanha afirmou que o perfil de Lula não conseguia impulsionar publicações do feed no Instagram, que a contagem de visualizações de uma publicação foi interrompida e que perfis de Lula e de outros líderes de esquerda desapareceram das buscas antes do primeiro turno. Também levantou a suspeita de que os problemas poderiam favorecer a candidatura de Flavio Bolsonaro.
O que o TSE pediu à Meta
Segundo o relato da France 24, o TSE solicitou que a Meta apresentasse, perfil por perfil, as medidas aplicadas às contas oficiais de Lula e explicasse anomalias nas métricas de vídeos. O prazo relatado foi de 48 horas. O pedido buscava esclarecer as alegações da campanha, sem concluir que houve interferência.
A resposta da Meta
A Meta negou as acusações. A empresa as classificou como falsas e afirmou, em resposta à AFP, que muitos dos problemas técnicos mencionados não se limitavam ao Brasil nem a contas específicas. Também declarou cumprir as regras eleitorais e defender condições equilibradas no uso de suas plataformas.