A tecnologia VCR carrega mais de quarenta anos nas costas e, apesar de vários formatos superiores terem surgido, ainda restava um fabricante disposto a desafiar o tempo: a Funai Electric. Finalmente, a queda nas vendas de aparelhos e as dificuldades para obter componentes de qualidade levaram a Funai a tomar a decisão de abandonar a produção de videocassetes depois de trinta anos sem interrupções.

Videocassete Q.E.P.D.: O último fabricante de videocassetes encerra a produção
Funai

Ainda restava um fabricante

A última videocassete que passou pelas minhas mãos terminou desmontada para extrair a fonte de alimentação e alguns motores, enquanto em outro artigo mencionei que não sobrou um único VHS na minha casa. Também tive minha dose de nostalgia ao ouvir música em cassete… que durou menos de meia hora, depois que o velho aparelho de som engoliu a fita e me fez lembrar daqueles rituais de manutenção que precisávamos fazer. Agora, sabemos que os backups em fita são muito valorizados em ambientes profissionais, e essa descrição inclui tanto rádios e canais de televisão quanto servidores de armazenamento profundo. No entanto, o que nos pegou de surpresa foi descobrir que ainda restava um fabricante produzindo videocassetes compatíveis com o formato VHS. Os aparelhos Betamax chegaram ao fim em 2002, mas a Sony interrompeu a fabricação de fitas em novembro do ano passado. Tudo isso aconteceu no Japão, e é para lá que a notícia nos leva.

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A Funai também lançou híbridos VCR-DVD ao mercado

A decisão da Funai Electric

O nome da empresa é Funai Electric, que possui licenças nos Estados Unidos de marcas como Magnavox, Sylvania e Philips, além de fabricar impressoras Lexmark. O breve anúncio foi publicado pelo portal Nikkei e destaca que a Funai era o último fabricante a comercializar essa tecnologia, depois que outros gigantes da eletrônica, como a Panasonic, interromperam suas linhas de produção há muito tempo. A principal razão por trás dessa decisão parece ser a crescente dificuldade em obter componentes apropriados e, embora se mencione um volume de vendas cada vez menor, o fato é que em 2015 a Funai vendeu 750 mil videocassetes, um número muito maior do que teríamos imaginado.

É claro que esse volume empalidece diante das 15 milhões de unidades anuais que a Funai vendia na era dourada do VHS. Outro detalhe curioso é que o fim dos videocassetes chega junto com o avanço das fitas VHS como material de colecionador. Existem relatos de filmes raríssimos, especialmente os do gênero de terror, que já alcançam os quatro dígitos. Pessoalmente, reconheço que os videocassetes são dispositivos muito complexos e uma demonstração fabulosa de engenharia… mas as vantagens dos formatos modernos são grandes demais. Entre a umidade que estragava fitas e a luta com o tracking, sinceramente não gostaria de voltar a isso.

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