As vantagens da fotografia digital são contundentes, mas ainda existem muitos entusiastas e profissionais que, além de trabalhar com filme, estão sempre dispostos a experimentar introduzindo elementos aleatórios. No caso da fotógrafa Kate Miller-Wilson, trata-se de eletricidade estática. Basicamente, o que ela faz é pegar seus filmes 4x5 e submetê-los a um choque elétrico, criando assim exposições duplas e padrões de luz que de outro modo seriam impossíveis de reproduzir...
É claro que o processo não está livre de riscos. Os filmes 4x5 têm boa disponibilidade, mas não são conhecidos por serem econômicos, e as perdas são significativas. Ao introduzir estática, a fotógrafa cede todo o controle criativo, e qualquer ideia de manipular forma ou intensidade fica automaticamente descartada.
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Seu equipamento é composto por uma câmera Zone VI 4×5, uma lente Schneider Xenar 150mm f/3.5 do ano de 1928, e filmes Ilford Ortho Plus preto e branco... mas o mais interessante é a fonte de estática. Trata-se de uma Máquina de Wimshurst, projetada pelo inventor britânico James Wimshurst. Uma roda, uma alavanca, dois eletrodos, e uma bela faísca que salta de um para o outro.
Dentro de um quarto escuro e sob luz vermelha de segurança, Kate pega cada lâmina de filme com uma luva, coloca-a entre os dois eletrodos, e faz girar a roda. A única opção para a eletricidade estática é atravessar o filme, e em mais de uma ocasião ela o destrói imediatamente, mas há vezes em que a revelação entrega resultados maravilhosos...
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Fonte: PetaPixel.